06
abr

Na última semana, Carmen Balcells e Gerald Martin – respectivamente a agente literária e o biógrafo de Gabriel García Márquez – afirmaram não acreditar que o vencedor do Nobel de Literatura de 1982 voltará a escrever algum livro. Aos 82 anos e sem publicar desde “Memórias de minhas putas tristes”, de 2004, o mestre do realismo mágico acaba de rebater as declarações em breve entrevista para o jornal colombiano El Tiempo: “Meu ofício é publicar, não escrever. Eu saberei quando estiverem no ponto os bolos que estou assando”, respondeu Gabo, provando que não apenas continua escrevendo como ainda mantém seu extraordinário senso de humor.

(Foto: García Márquez e um Julio Cortázar mascarado em foto de Sara Facio.)

15
dez

 
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23
nov

Dez anos depois de receber o prêmio Nobel de Literatura, e no ano em que o mundo todo assistiu à adaptação de Ensaio Sobre a Cegueira para a telona, José Saramago lança seu mais novo livro, “A Viagem do Elefante”. Classificada pelo autor português como um “conto”, a despeito de suas mais de 250 páginas e toda aquela pinta de romance, a obra narra a história de Salomão, um elefante asiático enviado de Lisboa a Viena no século 16, como presente do rei português Dom João III ao arquiduque austríaco Maximiliano.

Além de Salomão, quem viaja agora é Saramago para o lançamento do livro no Brasil, que acontece no dia 27 de novembro no Sesc Pinheiros, em São Paulo, com leituras da atriz Sandra Corveloni. Um dia antes, a Academia Brasileira de Letras faz uma merecida homenagem ao português no Rio de Janeiro. E, no dia 28, o instituto Tomie Ohtake inaugura em São Paulo a exposição “A Consistência dos Sonhos”, sobre a vida e a obra de José Saramago. “Sempre chegamos ao sítio aonde nos esperam”, diz a epígrafe de “A Viagem do Elefante”. No caso de Saramago, todos estes eventos provam que é mais do que esperada sua viagem das ilhas Canárias ao Brasil.