15
out

Nos próximos dias, não faltarão oportunidades para discutir, ler e ouvir literatura em Curitiba:


(Foto: Eduardo Ortega)

Na segunda-feira, dia 17/10, o Paiol Literário recebe o paulista Nuno Ramos para falar sobre suas experiências nas letras e nas artes plásticas. Autor de “O Pão do Corvo” e “Ó”, entre outros livros, Nuno foi vencedor em 2009 do Prêmio Portugal Telecom. O encontro acontece às 20h no Teatro Paiol. Quem perder o papo mediado pelo jornalista Rogério Pereira poderá ler a entrevista com Ramos na edição posterior do Jornal Rascunho (ou no site), e em breve os encontros no Paiol também serão disponibilizados em vídeo, numa parceria com a emissora curitiba ÓTV.


(Foto: Bel Pedrosa)

No dia seguinte, é a vez do carioca Sérgio Sant’Anna participar da oitava edição do projeto “Um Escritor na Biblioteca”, da Biblioteca Pública do Paraná. O bate-papo com o autor de “Um Crime Delicado” e “O Vôo da Madrugada” será às 19h no Auditório Paulo Garfunkel da BPP, com mediação do jornalista e escritor Luís Henrique Pellanda.

Para esticar o programa literário, uma boa pedida na mesma noite é a apresentação dos Dublês de Dublin, no Wonka Bar. O projeto poético-musical foi criado há 4 anos por Ivan Justen Santana, e trará poemas, versões de canções (segundo o email que recebi, espécie de “folk punk universitário“) e trabalhos autorais, incluindo o do músico e compositor Adriano Sátiro, convidado especial da noite.

Na quarta-feira, as já tradicionais leituras no Teatro da Caixa, pelo projeto EntreMundos trazem para o palco textos do austríaco Arthur Schnitzler e o tcheco Milan Kundera. Os livros escolhidos foram respectivamente “Crônica de uma vida de mulher” e “Risíveis amores”. A direção fica por conta de Luciana Barone, com execução musical de Felipe Ayres e mediação minha.

Entre os dias 18 e 27 de outubro, o ciclo do SESCPR Autores & Ideias, sob curadoria minha, recebe Vitor Ramil e Ronaldo Bressane para falar sobre as relações entre a literatura e outras vertentes artísticas na mesa “Conexões Literárias”. O bate-papo começa em Londrina e passa pelas sedes do SESC em Paranavaí, Umuarama, Ponta Grossa, Paranaguá e Curitiba (Paço da Liberdade, dia 25/10). Confira a programação aqui (inicialmente, um dos convidados seria Marçal Aquino, mas ele precisou cancelar a participação.)

Todas as atrações têm entrada gratuita, e não seria mal que estivessem todas lotadas :)

29
set

A escritora carioca Adriana Lisboa, que atualmente vive nos Estados Unidos, é a atração do Paiol Literário de hoje à noite, uma iniciativa do jornal Rascunho em parceria com a Fundação Cultural de Curitiba e o Sesi. Com quatro romances na bagagem, uma coletânea de contos e vários livros infantis, Adriana recebeu os prêmios José Saramago, Moinho Santista e em 2007 foi incluída entre os mais importantes autores latino-americanos com até 39 anos pelo projeto Bogotá 39/Hay Festival. No ano passado, sua novela juvenil O Coração às vezes para de bater foi adaptada para o cinema, em um curta-metragem de Maria Camargo. Azul-corvo, seu mais novo romance, acaba de sair pela editora Rocco.

O bate-papo com Adriana Lisboa acontece hoje às 20h no Teatro Paiol, com entrada franca. A mediação fica por conta do jornalista e tradutor Christian Schwartz. Na semana que vem, dia 02 de outubro, Adriana marca presença também no Café Literário da Bienal do Livro Paraná, quando conversa sobre literatura digital, e-books e o leitor do futuro com o escritor Sergio Rodrigues.

23
set

Logo mais, às 20h de hoje, o projeto Paiol Literário recebe o escritor paulista Reinaldo Moraes para uma conversa com o jornalista e também escritor Luís Henrique Pellanda. O encontro, promovido pelo jornal Rascunho em parceria com a Fundação Cultural de Curitiba e o Sesi Paraná, tem entrada franca.

Moraes deixou a profissão de economista e estreou na literatura em 1981 com o romance “Tanto Faz”. Publicou ainda “Abacaxi”, “Órbita dos Caracóis” e, mais recentemente, “Pornopopéia“, finalista do prêmio São Paulo de Literatura de 2010. O romance trata da história de um ex-cineasta marginal que ganha a vida escrevendo roteiros de vídeos institucionais, e tem na linguagem um de seus pontos altos. Leia a seguir um trecho da obra:

Vai, senta o rabo sujo nessa porra de cadeira giratória emperrada e trabalha, trabalha, fiadaputa. Taí o computinha zumbindo na sua frente. Vai, mano, põe na tua cabeça ferrada duma vez por todas: roteiro de vídeo institucional. Não é cinema, não é epopéia, não é arte. É - repita comigo - vídeo institucional. Pra ganhar o pão, babaca. E o pó. E a breja. E a brenfa. É cine-sabujice empresarial mesmo, e tá acabado. Cê tá careca de fazer essas merdas. Então, faz, e não enche o saco. Porra, tu roda até pornô de quinta pro Silas, aquele escroto do caralho, vai ter agora “bloqueio criativo” por causa dum institucionalzinho de merda? Faça-me o favor.

O bate-papo no teatro Paiol costuma iniciar com as perguntas “Qual a importância da literatura na vida cotidiana das pessoas? E por que ler?”. O projeto Paiol Literário acontece há quatro anos e já trouxe dezenas de autores brasileiros a Curitiba.

16
jun

Nessa quinta-feira (17), o projeto Paiol Literário traz à Curitiba o escritor carioca Alberto Mussa. Autor de Elegbara, O enigma de Qaf, O movimento pendular e Meu destino é ser onça, entre outros livros, Mussa já recebeu prêmios consagrados de literatura, como o Casa das Américas, APCA e Machado de Assis. O bate-papo, mediado pelo escritor e jornalista Luís Henrique Pellanda, começa com as perguntas “Qual a importância da literatura na vida cotidiana das pessoas? E por que ler?”. O evento é uma iniciativa do jornal Rascunho, e acontece às 20h no Teatro Paiol, com entrada franca. Quem estiver fora de Curitiba pode conferir a reprodução da conversa na edição seguinte do Rascunho ou no site do jornal.

Foto: Leonardo Aversa

17
nov

A última edição do Paiol Literário do ano tem como convidado o escritor gaúcho João Gilberto Noll, vencedor de cinco prêmios Jabuti e autor de 13 livros, entre eles Acenos e Afagos, O Cego e a Dançarina, A Fúria do Corpo, Bandoleiros e Lorde. Seu romance Harmada está na lista dos 100 livros essenciais brasileiros em qualquer gênero e em todas as épocas da revista Bravo!. O encontro, com mediação do escritor e jornalista José Castello, acontece nesta terça-feira (17) às 20h no Teatro Paiol, em Curitiba. O evento, realizado desde 2006, é uma iniciativa do jornal literário Rascunho em parceria com o Sesi-PR e a Fundação Cultural de Curitiba. A entrada é franca.

14
out

Amanhã tem mais uma edição do projeto Paiol Literário, e o convidado é o escritor Sérgio Sant’Anna. O encontro, com mediação do jornalista Luís Henrique Pellanda, tem entrada franca e começa às 20h no Teatro Paiol, em Curitiba. Quem mora em outra cidade pode conferir o bate-papo no próximo número do Jornal Rascunho, que realiza o evento desde 2006.

Sérgio Sant’Anna nasceu no Rio de Janeiro em 1941.
Seu primeiro trabalho literário foi o livro de contos O Sobrevivente, de 1969, obra que o qualificou como participante do International Writing Program da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos. É ganhador de 4 prêmios Jabuti, da Associação Paulista de Críticos de Arte e segundo lugar no prêmio Portugal Telecom de Literatura. Teve algumas obras adaptadas para o cinema, como A Senhorita Simpson, no filme Bossa Nova, e Um crime delicado, de Beto Brant. Recentemente, o diretor David França Mendes levou à telona seu livro Um romance de geração, reeditado há poucos meses pela Cia das Letras.

Foto: André Arruda

15
set

Amanhã (quarta-feira, 16) tem mais uma edição do Paiol Literário, projeto realizado desde 2006 pelo jornal Rascunho, que traz autores para um bate-papo descontraído no teatro Paiol, em Curitiba. Desta vez, o convidado é o escritor paulista Bernardo Ajzenberg, autor de Carreiras Cortadas, Efeito Suspensório, Goldstein & Camargo, Variações Goldman, A Gaiola de Faraday e o recém-publicado Olhos Secos, entre outros. A mediação da conversa, que começa às 20h, fica por conta do jornalista Luís Henrique Pellanda. A entrada é franca. Mais info: (41) 3213-1340.

Foto: Pedro Serápio, Gazeta do Povo.

11
ago

O convidado do Paiol Literário de hoje é o escritor e jornalista Carlos Heitor Cony, membro da Academia Brasileira de Letras, autor de mais de 30 livros e vencedor de quatro prêmios Jabuti. A mediação fica por conta de José Castello, que costuma dar início ao bate-papo perguntando: “Qual a importância da literatura na vida cotidiana das pessoas? E por que ler?”. O projeto Paiol Literário é realizado desde 2006, graças a parceria entre o jornal Rascunho, Sesi Paraná, Prefeitura e Fundação Cultural de Curitiba. Entre os nomes que já participaram de outras edições estão Nélida Piñon, Moacyr Scliar, Livia Garcia-Roza e João Paulo Cuenca.

O bate-papo de hoje com Heitor Cony começa às 20h no Teatro Paiol (Praça Guido Viaro, s/n.º, Prado Velho, Curitiba), e a entrada é franca.

02
jun

O escritor gaúcho e membro da Academia Brasileira de Letras, Moacyr Scliar, foi o convidado do Paiol Literário dessa terça-feira de muito frio em Curitiba. O encontro, organizado pelo Jornal Rascunho, teve mediação do escritor e crítico José Castello, e trouxe à tona alguns temas caros à obra de Scliar, como a medicina, o idealismo político e a Bíblia como fonte de inspiração literária. Eis algumas frases que pincei durante os quase 90 minutos de conversa com Scliar - quem concorre ao Prêmio São Paulo de Literatura 2009 com Milton Hatoum e José Saramago.

“Tudo o que é humano pode servir de matéria-prima para a literatura”.

“A literatura não pode mudar o mundo, mas a minha geração achava que sim. Da mesma forma como acreditava a geração de Jorge Amado, Graciliano Ramos e Raquel de Queiroz. Em todo caso, se a literatura mudar pessoas, isso já é suficiente. E ela muda.”

“A morte de Ivan Ilitch, do Tolstoi, é uma verdadeira lição de vida, e a prova de que alguns livros de ficção podem ensinar mais do que qualquer manual de medicina.”

“O escritor é um sismógrafo, registra as vibrações que estão na sociedade”.

06
abr

Livia Garcia-Roza é autora de ‘A Palavra Que Veio do Sul’, ‘Restou o Cão e Outros Contos’ e ‘Era outra vez’. Foi duas vezes finalista do Prêmio Jabuti, com ‘Cine Odeon’ (2001) e ‘Solo Feminino’ (2002).