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Em seu conto – com jeito de crônica - O exercício da Solidão, Eric Nepomuceno listou algumas manias relacionadas à “metodologia de trabalho” de grandes escritores. Ele conta, por exemplo, que Samuel Beckett não podia escrever se não estivesse diante de uma parede completamente branca, e que o poeta Pablo Neruda só escrevia com tinta verde, senão até as idéias lhe escapavam. Enfim, este tipo de bizarrice.
Recentemente, o escritor gaúcho e ex-editor-chefe da revista Bravo! Michel Laub resolveu colecionar um material semelhante em seu blog, no qual, desde o último domingo, vem publicando uma série com depoimentos de escritores brasileiros sobre seus hábitos e manias na hora de escrever.
Assim, ficamos sabendo que José Castello, logo que abre a página em branco do computador, escreve sempre no alto a palavra NADA – do contrário, não consegue começar. Curioso mesmo é saber que a literatura áspera e sempre cortante de Marçal Aquino é escrita em caneta macia, que a Vanessa Bárbara costuma mudar o tipo e o tamanho da fonte na hora de reler o texto, e que Daniel Pellizzari gosta de escrever nu em um cômodo com ar-condicionado. Bem ao contrário de Fabrício Carpinejar, que não consegue escrever sem camisa.
São informações que não mudam em nada a literatura que estes caras fazem. Mas sabe como é a curiosidade…



