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Depois de Alessandro Martins, Leonardo Pastor e André Gazola, também resolvi descrever alguns dos meus hábitos e manias de leitora de livros. Aí vão:
- Antes de iniciar uma leitura, manipulo o objeto-livro, cheiro suas páginas (quando não foi adquirido em sebo!), leio orelhas, contracapa, prefácio, pósfácio e, se deixar, ainda contemplo longamente a fotografia do autor/a.
- Posso passar muitas horas em livrarias, sebos ou bibliotecas sem comprar/emprestar nada. Aliás, raramente compro alguma coisa e costumo dar trabalho aos atendentes.
- Não me importo que alguém conte o desfecho de uma história. Quando me interesso pelo autor ou a obra, nem a informação prévia da última linha me faz desistir da leitura.
- Aliás, quando estou muito ansiosa, leio a última frase do livro bem antes de chegar lá – uma espécie de teste que faço comigo mesma, só pra provar que isso não altera nada na história. O que importa é a viagem.
- Não apenas empresto livro às pessoas, como chego ao ponto de insistir que o levem. Mas isso só com amigos mais “chegados”, de quem conheço o gosto literário.
- Depois que empresto, fico constrangida ao lembrar minhas marcações a lápis nos cantos das páginas.
- Não fico enjoada ao ler no ônibus, mesmo que seja um ‘ligeirinho’ lotado às 18h30.
- Gosto de ter meus livros autografados. Não como tietagem besta, mas como forma de demonstrar ao escritor que apreciei seu trabalho. E, logicamente, só peço autógrafos a quem admiro.
- Em casa, tenho livros na sala, no quarto e no banheiro – lugar ideal para ler quadrinhos, crônicas e poesias.
- Leio em voz alta quando minha gata está por perto. E ela gosta.
- Tenho mania de achar que certos livros bons são “altamente cinematográficos”.
- Quando gosto muito de um livro ou autor, tento ‘evangelizar’ pessoas para que o conheçam também. Meu entusiasmo é tanto que a maioria delas acaba sucumbindo.
- Costumo usar aquelas tiras-teste de cópias fotográficas para marcar livros. Dá utilidade ao pedacinho de papel que iria pro lixo e ainda decora as páginas com um fiapo de imagem em preto-e-branco.
- Todo ano faço listas de livros que li, quero ler ou devo ler. Nem todos são terminados.
- Não gosto de conversar seriamente sobre livros. Fujo de estudantes de letras, especialmente dos que estão escrevendo monografia.
- Tenho ideias quando estou lendo livros de ficção. Quando são urgentes, uso a última folha em branco para anotá-las (a lápis).
- Adoro receber livros pelo correio.
- Quando presenteio alguém, geralmente dou um livro.
- Sempre anoto dia, hora e local em que terminei de ler um livro. É um hábito de meu avô, que lia muito Dostoievski. Como parte de sua biblioteca ficou para mim, mantive a tradição, assinando ao lado de seu nome.
- Nunca vou dormir sem ler ao menos uma página de um livro de cabeceira.
- Considero livrarias lugares mágicos. Foi em uma delas que conheci meu marido.






