10
mai

Há alguns meses a Biblioteca Pública do Paraná vem realizando atividades interessantes em torno do livro e da literatura. Além das oficinas de criação literária, ministradas por autores importantes do cenário nacional, e da releitura de um evento criado nos anos 80, Um escritor na Biblioteca, a instituição recebe na semana que vem o projeto “Extremos – Círculo de Leitura de Ficções Radicais“. Idealizado pelo escritor e crítico José Castello e pelo músico e diretor teatral Flávio Stein, trata-se de um encontro para ler, em voz alta, obras da literatura que desconcertem o leitor e estimulem novos questionamentos sobre o mundo atual.

E a escolhida para o primeiro encontro na BPP é “Um Copo de Cólera”, de Raduan Nassar, que será lida na íntegra por Castello e Stein das 19h às 22h, entre os dias 16 e 19 de maio. Segundo o escritor, a ideia é que o público interfira o tempo todo, interrompendo a cada parágrafo para discutir o texto e fazer associações com situações cotidianas da vida contemporânea.

Para participar do círculo, que tem entrada gratuita, é só enviar um email com seu nome completo para oficina@bpp.pr.gov.br. “Extremos” já promoveu leituras no Rio de Janeiro de textos de Carlos Drummond de Andrade, Franz Kafka, Clarice Lispector e Dostoiévski, entre outros autores.

O ciclo acontece na sala de Reuniões, no terceiro andar da Biblioteca Pública do Paraná (Rua Cândido Lopes, 133. Centro – Curitiba-PR). Mais informações: (41) 3221-4970.

09
ago

O projeto XX Narrativas do Século XX realiza mais uma edição esta semana no teatro da Caixa de Curitiba. Dessa vez, os autores a serem lidos são o argentino Jorge Luis Borges e o sul-africano J. M. Coetzee, definitivamente dois nomes fortíssimos da literatura universal no século passado - o segundo, também no atual. As obras escolhidas foram O Livro da Areia, Funes, o memorioso e Os dois reis e os dois labirintos, de Borges, além de extratos do livro Diário de um ano ruim, de Coetzee.

A leitura, que tem direção de Flávio Stein, propõe a valorização do texto literário - e não a sua dramatização. O ingresso custa um livro não-didático, e a sessão acontece nesta quarta-feira (11) às 20h no teatro da Caixa (Conselheiro Laurindo, 280). Mais informações pelo fone (41) 2118-5111.

01
ago

Das estantes presenteadas pelos sogros à poltrona herdada do pai, as leituras de Flávio Stein têm história.

Refúgios de leitura

Ler e estudar são atividades recorrentes na sua casa? Então reserve alguns metros quadrados e crie um cantinho especial para curtir ainda mais a companhia dos livros

Mariana Sanchez, especial para a Gazeta do Povo

Todo leitor há de concordar que livros são bem melhor aproveitados quando lidos – ainda que muita gente insista em usá-los apenas para compor a decoração da sala. Se a leitura está entre os seus hábitos cotidianos, uma forma de valorizar este momento é planejar, dentro de casa, um lugar especial para ela.

Foi o que fez o músico e diretor teatral Flávio Stein, 48 anos, que também é mestrando em Estudos Literários na Univer­­­sidade Federal do Paraná (UFPR). Até pouco tempo atrás, ele e a esposa mantinham em casa um quarto multiuso que abrigava desde objetos de arte e documentos até uma infinidade de livros. Com o anúncio da gravidez da esposa – e um inesperado ataque de cupins no principal armário de madeira –, Flávio decidiu que era hora de organizar melhor o espaço, transformando-o em escritório, biblioteca e canto de leitura. “É um ambiente em processo, ainda faltam alguns detalhes finais, mas já tenho o silêncio e o conforto de que preciso para ler e me concentrar”, conta. A inspiração veio da casa de seu pai, Milton de Lima Sousa, que tinha um acervo com mais de 10 mil obras e, além de poeta, editava uma revista literária nos anos 1960. Flávio não tira da cabeça a ideia de reproduzir o cantinho de leitura onde seu pai passava o tempo, com estantes margeando as paredes, mesa para apoiar a máquina de escrever – hoje substituída pelo computador – e uma larga poltrona próxima da janela. Essa, por sinal, ele recuperou da casa paterna, trocou o forro, tecido e até a angulação do encosto: “além de confortável, ela tem muita história”, garante. (Leia matéria completa.)

(Foto: Daniel Castellano)