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Na semana passada o caderno Viver Bem, do jornal Gazeta do Povo, publicou uma reportagem minha sobre escritores independentes. Leia a seguir:
Edição do autor
Sem editora e nenhuma pretensão de se tornar best sellers, escritores publicam seus livros com total independência
Publicado em 02/01/2010 | Mariana Sanchez, especial para Gazeta do Povo.
marianab@gazetadopovo.com.br
Era preciso atravessar uma fila comprida para conseguir um autógrafo de Carlos Boaretto na noite de lançamento do seu livro, Brasília Egípcia. Quem esteve lá, mal podia imaginar que este engenheiro civil de 34 anos nem sonhava em ser escritor. Tudo mudou quando ele fazia mestrado na Europa e, percebendo que pouca gente sabia qual era a capital do Brasil, decidiu escrever um romance sobre a cidade inaugurada em 1960 por Juscelino Kubitschek. “Do início das pesquisas até a impressão do volume foram quatro anos de trabalho, porque eu só tinha tempo de escrever nas horas vagas do emprego e mestrado”, conta Carlos.
Ao publicar, portanto, entrou o fator pressa. Isso porque ele queria ver Brasília Egípcia nas livrarias antes de 2010, ano do cinquentenário da capital e dos cem anos do nascimento de Tancredo Neves, personagem central do livro. “Quando entrei em contato com algumas editoras, descobri que o tempo de análise de um original até sua publicação seria de um ano, ou mais. Se eu fosse por este caminho, acabaria lançando bem depois do pretendido”, diz. A saída foi imprimir Brasília Egípcia de forma independente e garantir o lançamento dentro do prazo.
Esta é uma opção cada vez mais comum entre os escritores iniciantes, que encontram dificuldade em entrar no catálogo de uma grande editora. (Continue lendo.)
Foto: Priscila Forone/Gazeta do Povo






