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Mesmo com poucos selos editoriais em Curitiba, nova safra de escritores tem conseguido publicar e agitar a cena literária local
Por Mariana Sanchez*
Ruminar sobre o tempo instável pode deixar de ser o principal esporte curitibano. Após um grande volume de lançamentos editoriais, eventos e publicações especializadas que têm agitado a capital paranaense nos últimos anos, há grandes chances de a literatura se tornar assunto recorrente.
Ao menos uma dúzia de escritores curitibanos, ou aqui radicados, veteranos ou estreantes, publicaram livros em 2011. Mesmo ano em que dois autores da cidade levaram o prêmio Jabuti: José Castello, na categoria Romance, e Dalton Trevisan, na de Contos, claro. 2011 também foi marcado por numerosos eventos literários, como o resgate do projeto “Um Escritor na Biblioteca”, na Biblioteca Pública do Paraná, a segunda edição do ciclo “Autores & Ideias” e a “30ª Semana Literária”, ambas organizadas pelo SESC-PR, o encontro “Zoona Literária”, realizado pela editora Medusa, e as leituras poéticas semanais do “Vox Urbe”, no porão do Wonka Bar. Agora, em 2012, Curitiba recebe pela segunda vez a Bienal do Livro Paraná, o selo nacional Tulipas Negras estreia com a publicação de quatro autores curitibanos e, em abril, sai a nova versão do clássico de James Joyce em português, traduzida pelo professor da Universidade Federal do Paraná, Caetano Galindo. (continue lendo aqui.)
*Matéria originalmente publicada no jornal Cândido #8, em março de 2012. Ilustração de Andre Ducci.



