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	<title>Orelha do Livro</title>
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		<title>Orelha do Livro</title>
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	<itunes:author>Mariana Sanchez</itunes:author>
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		<title>Uma década sem o Snege</title>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 13:44:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana Sanchez</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Dos muitos segredos de Jamil Snege, reservo este: o ritmo totalizante, que junta as pontas mais inverossímeis numa singularíssima visão de mundo&#8221;. As palavras são do escritor Cristovão Tezza, que hoje às 19h conversa com Miguel Sanches Neto sobre a vida e a obra do amigo Snege, morto há dez anos, mas eternamente vivo entre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.orelhadolivro.com.br/wp-content/uploads/2013/05/10-anos-sem-Jamil-Snege.jpg"><img class="alignnone  wp-image-2990" title="10 anos sem Jamil Snege" src="http://www.orelhadolivro.com.br/wp-content/uploads/2013/05/10-anos-sem-Jamil-Snege.jpg" alt="" width="447" height="447" /></a></p>
<p>&#8220;Dos muitos segredos de Jamil Snege, reservo este: o ritmo totalizante, que junta as pontas mais inverossímeis numa singularíssima visão de mundo&#8221;. As palavras são do escritor <strong>Cristovão Tezza</strong>, que hoje às 19h conversa com <strong>Miguel Sanches Neto</strong> sobre a vida e a obra do amigo Snege, morto há dez anos, mas eternamente vivo entre os leitores. O bate-papo acontece na Biblioteca Pública do Paraná, onde também será aberta uma exposição com fotos de <strong>Daniel Snege</strong>, um dos filhos do autor de &#8220;Como se tornar invisível em Curitiba&#8221;.</p>
<p>As homenagens ao escritor se estendem ainda ao <strong>jornal Cândido</strong>, da BPP, que dedica quase a metade da edição de maio à sua obra. O jornal circula gratuitamente e pode ser lido também na internet, por <a href="http://www.candido.bpp.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=390"><strong>aqui</strong></a>.</p>
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		<title>O primeiro testamento dos muitos que ainda virão</title>
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		<pubDate>Thu, 02 May 2013 19:23:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana Sanchez</dc:creator>
				<category><![CDATA[lançamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Conheço o Pedro Carrano há quinze anos. Cursamos jornalismo juntos, mas ainda antes nos esbarramos em uma oficina de Hai-Kai da Fundação Cultural de Curitiba, que acontecia na antiga Feira do Poeta, no Largo da Ordem. Isso lá pelos idos de 1998. Desde aquela época eu lia os versos do Pedro. E desde aquela época [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.orelhadolivro.com.br/wp-content/uploads/2013/05/3-vertebras.jpg"><img class="alignnone  wp-image-2982" title="3 vertebras" src="http://www.orelhadolivro.com.br/wp-content/uploads/2013/05/3-vertebras.jpg" alt="" width="448" height="560" /></a></p>
<p>Conheço o Pedro Carrano há quinze anos. Cursamos jornalismo juntos, mas ainda antes nos esbarramos em uma oficina de Hai-Kai da Fundação Cultural de Curitiba, que acontecia na antiga Feira do Poeta, no Largo da Ordem. Isso lá pelos idos de 1998.</p>
<p>Desde aquela época eu lia os versos do Pedro. E desde aquela época eu já apreciava seus escritos.</p>
<p>Agora, boa parte deste material sai no formato livro, em edição do autor, via lei de incentivo. O lançamento acontece na próxima terça, dia 07 de maio. “<strong>Três Vértebras e um Primeiro Testamento</strong>” reúne três livros diferentes, produzidos entre 1998 e 2004, e organizados em ordem cronológica, do mais recente ao mais antigo. </p>
<p>O volume abre com “Olhos sujos”, onde 14 contos curtos tensionam a fragilidade do homem diante da realidade urbana. Os textos, alguns publicados originalmente na coluna Luzes da Cidade, do Jornal do Estado, flertam com João Antonio e outros mestres do gênero curto.</p>
<p>Em seguida vem “Dissidentes”, 15 poemas nos quais o autor estabelece uma conversa com Bertold Brecht, Julio Cortázar, Rauol Vaneigem e outros escritores que, de algum modo, marcaram seu trabalho e sua vida.</p>
<p>E chegamos ao terceiro e último livro, “Bomba-relógio”, 60 segundos-sonetos polifônicos, encadeados em uma batida crescente, prestes a explodir. Esta bomba – concha ou crisálida – caiu nas minhas mãos há quinze anos, quando conheci Pedro Carrano. Devo ter sido uma das primeiras vítimas do estilhaço. Não é preciso dizer que não sobrevivi.</p>
<p>Talvez por isso fui convidada para revisar o livro (as vértebras) de Pedro, que hoje se divide entre a militância política e a literatura. Divide-se nada. O Pedro está inteiro em ambas as frentes. Nestas, e em muitas outras.</p>
<p>“Três Vértebras e um Primeiro Testamento” traz um belo texto de introdução do escritor e professor Paulo Venturelli. Já a orelha, publicada a seguir, é assinada pelo também professor da UFPR, Ricardo Prestes Pazello.</p>
<p><strong>Minha missão, aqui, é fazer um exercício de imaginação.</strong></p>
<p><em>Imagine, leitor, um ser, um ser vivo, alimentado de vida e poesia, mas também de morte e silêncio. Um ser jovem, lúbrico, passional. Perambulando pelas cidades. Suas formas: interessam pouco, a não ser que tem três vértebras trincadas. Muitos são os seus pais, mas seu legado é, talvez, uma orfandade polígrafa.</em></p>
<p><em>Pois bem. Este ser, leitor, é o livro que se encontra em suas mãos. Sobrevive como quem vai à guerra; as armas, seus próprios ossos.</em></p>
<p><em>Daí o livro ser menos lógica que estética. Ou melhor: a arte do esteta irredento. Principia como um surreal (super-real) homem comum. Depois, voeja com os literatos. Termina explodindo no artefato inventado, que se rebela para desanuviar o conflito interno ao inventor. Nada mais nada menos que o atrito do mundo com tudo e com todos.</em></p>
<p><em>Não desempenha papéis. Não atua. Age; mesmo que sob mil facetas. Ora sol, ora lua; ora barco, ora vento; ora fragmentos, ora o todo.</em></p>
<p><em>Se a parte é maior que o todo, é porque o infinito chafurda tanto nas ações quanto nas estruturas. Pólos estes bem avistados pelo ser de três vértebras. Dele dimana arte: artifícios, artigos, artesanias&#8230;</em></p>
<p><em>O arsenal de Pedro Carrano é vasto. Mira o horizonte e visa folha por folha. Aqui, o trabalho: criação – o ser! E o ser grita, irrequieto, conjurado e juvenil. Pulsa. Quer ver o amanhecer molotov. Vai, inexoravelmente, bebê-lo.</em></p>
<p><em>Pronto para a batalha, consulta aqueles que dividem os mesmos medos e coragens – o povo. É fruto da história e do acaso, mas – a contragosto do engendrador – não deixa de ser, igualmente, do tempo cíclico e dos mapas precisos.</em></p>
<p><em>Gostaria eu de quebrar sua quarta vértebra. Mas por ser apenas seu leitor, nem sei se ela existe. Contento-me, então, com um piparote na orelha deste ser.</em></p>
<p><em>Ei-lo, Pedro.</em></p>
<p><strong>Sobre o autor</strong></p>
<p>Diretor de formação do Sindicato de Jornalistas do Paraná, repórter do jornal Brasil de Fato e assessor de imprensa sindical, Pedro Carrano é apoiador de movimentos sociais como MST e o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). Participou do livro “As melhores entrevistas do Rascunho” (Arquipélago Editorial), além de antologias de poesia. Produziu também cartilhas para os movimentos sociais. Realizou cursos de comunicação popular em comunidades do sul do México, onde viveu, e também em áreas de ocupação urbana em Curitiba, onde ajuda a organizar o jornal Folha do Sabará. Da sua experiência de repórter e educador em países como o México finalizou recentemente o livro de narrativas “Antes da Tempestade” (no prelo).</p>
<p><strong>Serviço:</strong><br />
Lançamento “Três Vértebras e um Primeiro Testamento”<br />
Dia: Dia 07 de maio (terça-feira)<br />
Local: Sindicato de Jornalistas do Paraná, Rua José Loureiro (Sindijor-PR), 211, em frente à Praça Carlos Gomes.<br />
Fone: (41) 3224-9296<br />
Hora: 19h</p>
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		<title>Hora de reciclar a biblioteca</title>
		<link>http://www.orelhadolivro.com.br/2013/04/08/hora-de-reciclar-a-biblioteca/</link>
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		<pubDate>Mon, 08 Apr 2013 16:16:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana Sanchez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Evento]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando as estantes e prateleiras ameaçam desabar e você admite que não tem mais espaço nem pra guardar um livrinho fino de 120 páginas, é hora de parar tudo e dar uma geral na biblioteca de casa. Foi o que aconteceu por aqui há alguns dias. A arrumação me fez encontrar obras e autores que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_2976" class="wp-caption alignnone" style="width: 385px"><a href="http://www.orelhadolivro.com.br/wp-content/uploads/2013/04/LIVROS1.jpg"><img class=" wp-image-2976    " title="LIVROS1" src="http://www.orelhadolivro.com.br/wp-content/uploads/2013/04/LIVROS1.jpg" alt="" width="375" height="501" /></a><p class="wp-caption-text">Cuca, a gata, repousa tranquila sobre um volume de Miguel Esteves Cardoso.</p></div>
<p>Quando as estantes e prateleiras ameaçam desabar e você admite que não tem mais espaço nem pra guardar um livrinho fino de 120 páginas, é hora de parar tudo e dar uma geral na biblioteca de casa. Foi o que aconteceu por aqui há alguns dias. A arrumação me fez encontrar obras e autores que ainda pretendo ler e outros para os quais devo voltar sempre.</p>
<p>O bacana é que os volumes encaixotados para doação já têm destino certo: a <a href="http://shoppingomar.com.br/2012/09/biblioteca_livre/" target="_blank"><strong>Biblioteca Livre do Shopping Omar</strong></a>, projeto criado em parceria com a <a href="http://igrejadolivro.com.br/" target="_blank"><strong>Igreja do Livro Transformador</strong></a>, acaba de anunciar o <strong>I Recicleitura</strong>, uma feira onde leitores podem trocar obras uns com os outros. O espaço costuma receber numerosas doações, muitas vezes de livros técnicos ou de áreas que não se encaixam exatamente na proposta da Biblioteca Livre, cujo foco é a leitura literária. Recentemente, a Escola Internacional de Curitiba mandou pra lá um acervo incrível de obras em língua inglesa que, além de literatura, também abrange ciências, esportes e biografias. Muitos destes volumes poderão ser trocados durante a feira, que acontece de <strong>17 a 20 de abril, das 9h às 19h</strong>.</p>
<p>Cada leitor poderá levar para casa até dois livros de assuntos e gêneros diversos, deixando em troca apenas <strong>uma doação de obra exclusivamente literária</strong>, que fará parte do acervo da Biblioteca Livre. Além da feira, o evento estimula o diálogo entre a literatura e outras artes, já que haverá no local uma <strong>exposição fotográfica</strong> e uma <strong>minimostra de cinema</strong> com filmes que, de certo modo, discutem o hábito da leitura. As sessões acontecem diariamente às 19h no Cine Omar, com entrada gratuita. Confira a programação:</p>
<p>Dia 17 &#8211; O Livro de Cabeceira (1996), de Peter Greenaway<br />
Dia 18 &#8211; Minhas tardes com Margueritte (2010), de Jean Becker<br />
Dia 19 &#8211; Poesia (2010), de Lee Chang-Dong</p>
<p>Serviço:<br />
O quê: I Recicleitura – Feira de Troca de Livros da Biblioteca Livre<br />
Quando: 17, 18, 19 e 20 de abril de 2013 – das 9h às 19h<br />
Onde: Espaço Cine Omar – Shopping Omar – Rua Comendador Araújo, 268 ou Avenida Vicente Machado, 285, Centro – Curitiba/PR<br />
Entrada: franca</p>
<p><a href="http://www.orelhadolivro.com.br/wp-content/uploads/2013/04/cartaz-recicleitura4.jpg"><img class="alignnone  wp-image-2969" title="cartaz-recicleitura4" src="http://www.orelhadolivro.com.br/wp-content/uploads/2013/04/cartaz-recicleitura4.jpg" alt="" width="357" height="536" /></a></p>
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		<item>
		<title>Um meteorito luminoso</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Mar 2013 02:58:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana Sanchez</dc:creator>
				<category><![CDATA[lançamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais uma revista literária está chegando ao mundo. bólide é seu nome. Segundo a definição do dicionário Aulete, &#8220;um grande meteorito em forma de globo que, ao cruzar a atmosfera terrestre, torna-se muito brilhante e deixa atrás de si um rastro luminoso&#8220;. A publicação trimestral, capitaneada pelo trio Eliana Borges, Joana Corona e Ricardo Corona, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.orelhadolivro.com.br/wp-content/uploads/2013/03/bólide.jpg"><img class="alignnone  wp-image-2948" title="bólide" src="http://www.orelhadolivro.com.br/wp-content/uploads/2013/03/bólide.jpg" alt="" width="461" height="326" /></a></p>
<p>Mais uma revista literária está chegando ao mundo. <strong>bólide</strong> é seu nome. Segundo a definição do dicionário Aulete, &#8220;<em>um grande meteorito em forma de globo que, ao cruzar a atmosfera terrestre, torna-se muito brilhante e deixa atrás de si um rastro luminoso</em>&#8220;.</p>
<p>A publicação trimestral, capitaneada pelo trio <strong>Eliana Borges, Joana Corona e Ricardo Corona</strong>, tem lançamento nesta quinta-feira na Caixa Cultural de Curitiba. Reproduzo a seguir o texto enviado por e-mail pelo trio.</p>
<p><strong>Bólide e a tarefa de editar o improvável</strong></p>
<p>A bólide é uma revista de literatura e arte que publicará narrativa, poesia, imagem, ensaio e entrevista. Uma revista pensada como um arquivo por vir. Há também a proposta de, a cada número, encartar uma publicação feita especialmente para a revista. Estas publicações especiais serão múltiplo, livro e um fanzine. O fanzine será o resultado de uma oficina que a equipe editorial ministrará para adolescentes infratores, trazendo para a proposta de arquivo o confim, o difícil gesto da inclusão, que é radical. A bólide pretende cultivar o gesto livre da escrita e da criação, transitando entre prosa e poesia, ficção e ensaio, narrativas visuais e verbais.</p>
<p>A revista prevê publicações trimestrais e o primeiro número tem como proposta trabalhar com relações transversais entre narrativa, poesia e arte, pensando o procedimento da montagem como campo operatório do heterogêneo, do móvil, do descontínuo, do aberto. Com projeto gráfico de Eliana Borges, que pensa os cinco números como uma espécie de jogo, cada número trará ainda a capa feita por um artista visual convidado. Nesta edição, o trabalho é do curitibano Maikel da Maia.</p>
<p>A partir da proposição da equipe editorial deste primeiro número, modulou-se, ao acaso, um ritmo pelo fragmento. Uma presença que o leitor perceberá em quase todos os trabalhos, o que demonstra que um arquivo é também feito de acasos e beiras interditas. O fragmento apareceu como desmedida ao nosso dimensível que é editar uma revista. Uma revista é redobra de um arquivo que não cessa? Os colaboradores deste primeiro número são: Annita Costa Malufe (poeta), Carlos Henrique Schroeder (escritor), Fábio Morais (artista visual), Isabel Jasinski (pesquisadora), Laura Erber (artista visual e escritora), Maikel da Maia (artista visual), Marilá Dardot (artista visual), Mario Bellatin (escritor), Nylcéa Teresa Siqueira Pedra (tradutora), Ricardo Pedrosa Alves (poeta) e Roberto Echavarren (escritor).</p>
<p>A bólide é uma publicação da <strong><a href="http://www.editoramedusa.com.br/">Editora Medusa</a></strong> e editada por Eliana Borges, Joana Corona e Ricardo Corona, com distribuição nacional (em livrarias) feita pela Editora Iluminuras. A revista é subsidiada pela Lei de Incentivo à Cultura, da Fundação Cultural de Curitiba, e incentivada integralmente pela Caixa Cultural. O conselho editorial consultivo da revista é composto pelos escritores/pesquisadores: Annita Costa Malufe, Carlos Augusto Lima, Cristhiano Aguiar, Davi Pessoa, Isabel Jasinski, Raquel Stolf, Roberto Echavarren e Vera Casa Nova, que contribuem com sugestões de pautas sobre arte e literatura.</p>
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		<title>A volta lírica do samurai polaco*</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Mar 2013 03:08:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana Sanchez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Passeios Literários]]></category>

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		<description><![CDATA[O indefectível maxibigode na capa não deixa dúvidas: Leminski está de volta. E agora, por inteiro. Acaba de chegar às livrarias brasileiras Toda Poesia, obra que reúne, de cabo a rabo, a produção poética do bigodudo que sabia Latim. São mais de 400 páginas – um verdadeiro “catatau” – e absolutamente todos os cerca de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.orelhadolivro.com.br/wp-content/uploads/2013/03/toda-poesia1.jpg"><img class="alignnone  wp-image-2960" title="toda poesia" src="http://www.orelhadolivro.com.br/wp-content/uploads/2013/03/toda-poesia1.jpg" alt="" width="243" height="364" /></a></p>
<p>O indefectível maxibigode na capa não deixa dúvidas: Leminski está de volta. E agora, por inteiro. Acaba de chegar às livrarias brasileiras Toda Poesia, obra que reúne, de cabo a rabo, a produção poética do bigodudo que sabia Latim. São mais de 400 páginas – um verdadeiro “catatau” – e absolutamente todos os cerca de 630 poemas que ele publicou, a maioria em livros esgotados há mais de década.</p>
<p>Nos anos noventa, quando eu era adolescente, fui incumbida de preparar um seminário no colégio sobre o poeta. Revirando acervos e me embrenhando em bibliotecas atrás destes volumes extraviados no tempo, eu conheci a cidade que o Leminski conhecia como a “palma da sua pica”. Hoje, a tarefa seria bem mais simples, já que Toda Poesia não traz apenas – como o nome sugere – toda a poesia leminskiana, mas também reflexões de inestimável valor sobre a mesma, em textos assinados por José Miguel Wisnik, Caetano Veloso, Haroldo de Campos e, entre outros, Alice Ruiz, responsável pela organização da obra.</p>
<p>Quantos Leminskis cabem aqui dentro? Difícil precisar. Seja em versos concretos ou líricos, em haicais ou poemas-piada, o “polaco loco paca” confirma que, mesmo tendo sido múltiplo, foi único e inimitável. Faixa preta no judô e no manejo das palavras, manteve seu autodomínio equilibrando-se entre o zen budismo e a eloquência, o ensaio e o anseio, a canção e a esculhambação, o capricho e o relaxo. Porque, apesar de ser um “inutensílio”, poesia é coisa séria e requer capricho estético. Exemplo disso são o terceto “Enfim / nu / como vim”, e o poemeto “Haja hoje p/ tanto hontem”. Leminski tinha esse rigor, mas também sabia que, para sair vitorioso na literatura, era preciso estar distraído.</p>
<p>Certa vez, profetizou em verso: &#8220;Vai vir o dia / quando tudo que eu diga / seja poesia&#8221;. O lançamento da Companhia das Letras é a prova de que este dia chegou. E que, quase 24 anos após sua morte, o poeta continua bem vivo. Aliás, como ele mesmo ameaçou no livro Caprichos &amp; Relaxos, é bem capaz de o filhadaputa ainda fazer chover em nosso piquenique.</p>
<p><em>*Texto originalmente publicado na coluna Passeios Literários, revista Top View #149.</em><br />
** <em>Em tempo: acabo de saber que Toda Poesia <a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/livros/2013-03-21/paulo-leminski-bate-cinquenta-tons-de-cinza-em-lista-de-mais-vendidos.html"><strong>desbancou</strong></a> o best-seller Cinquenta Tons de Cinza no ranking da Livraria Cultura. Palmas!</em></p>
<p><object width="450" height="253" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/A3WUfe9Up4c?version=3&amp;hl=en_US&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="450" height="253" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/A3WUfe9Up4c?version=3&amp;hl=en_US&amp;rel=0" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
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		<title>Biblioteca no tubo</title>
		<link>http://www.orelhadolivro.com.br/2013/02/26/biblioteca-no-tubo/</link>
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		<pubDate>Tue, 26 Feb 2013 21:28:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana Sanchez</dc:creator>
				<category><![CDATA[curiosidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Muitos anos atrás (quando eu era uma jovem entusiasmada e achava que as pessoas deveriam ler mais), comecei a pendurar livros com umas cordinhas fajutas dentro das estações tubo de Curitiba, com um bilhetinho que dizia: “leve, leia e faça o livro circular”. Os cobradores de ônibus logo vinham encher o saco, dizendo que não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.orelhadolivro.com.br/wp-content/uploads/2013/02/Tuboteca.jpg"><img class="alignnone  wp-image-2940" title="Tuboteca" src="http://www.orelhadolivro.com.br/wp-content/uploads/2013/02/Tuboteca.jpg" alt="" width="454" height="189" /></a></p>
<p>Muitos anos atrás (quando eu era uma jovem entusiasmada e achava que as pessoas deveriam ler mais), comecei a pendurar livros com umas cordinhas fajutas dentro das estações tubo de Curitiba, com um bilhetinho que dizia: “<strong>leve, leia e faça o livro circular</strong>”. Os cobradores de ônibus logo vinham encher o saco, dizendo que não era permitido fazer aquilo. Eu aproveitava a hora do rush pra agir na moita. Agora, fico sabendo que a URBS e a FCC estão lançando a <strong>Tuboteca</strong>. Não vou nem cobrar direitos autorais pela ideia. Pelo contrário, fico feliz pra caramba com a iniciativa :D <strong><a href="http://www.fundacaoculturaldecuritiba.com.br/noticias/curitiba-tera-biblioteca-nas-estacoes-tubo/" target="_blank">Leia aqui</a></strong> a notícia completa.</p>
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		<title>Vem aí: Jandique</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Feb 2013 03:38:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana Sanchez</dc:creator>
				<category><![CDATA[entrevista]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Nossa ideia é encontrar, publicar e divulgar os artistas curitibanos. Nada mais do que isso&#8221;. É com este despretensioso e singelo slogan que nasce em fevereiro de 2013 a revista literária Jandique, iniciativa do ator e dramaturgo Otavio Linhares ao lado dos camaradas Fabiano Vianna, Daniel Gonçalves e Luiz Felipe Leprevost. O número um, com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://www.orelhadolivro.com.br/wp-content/uploads/2013/02/jandique-divulgação1.jpg"><img class="alignnone  wp-image-2925" title="jandique divulgação" src="http://www.orelhadolivro.com.br/wp-content/uploads/2013/02/jandique-divulgação1.jpg" alt="" width="415" height="273" /></a></strong></p>
<p><strong>&#8220;Nossa ideia é encontrar, publicar e divulgar os artistas curitibanos. Nada mais do que isso&#8221;</strong>. É com este despretensioso e singelo slogan que nasce em fevereiro de 2013 a revista literária Jandique, iniciativa do ator e dramaturgo Otavio Linhares ao lado dos camaradas Fabiano Vianna, Daniel Gonçalves e Luiz Felipe Leprevost. O número um, com lançamento marcado para o próximo sábado, tem tiragem de mil exemplares e textos de Manoel Carlos Karam, Luiz Felipe Leprevost, Assionara Souza, Alexandre França, Fabiano Vianna e Eduardo Capistrano. A edição ainda conta com uma crítica literária assinada por Carlos Machado e uma entrevista com os irmãos Frederico e Thiago Tizzot, proprietários da <strong><a href="http://arteeletra.com.br/" target="_blank">editora e livraria</a></strong> que vem contribuindo (e muito!) para a evolução da cena literária curitibana. As fotografias ficam a cargo de Olívia D&#8217;Agnoluzzo e as ilustrações, de Daniel Gonçalves.</p>
<p>Na entrevista abaixo, concedida hoje à tarde por e-mail, o editor-chefe Otavio Linhares fala sobre o início de tudo, a cultura dos zines, a valorização da coletividade e a superação de uma certa jacuzice curitibana. Será o fim da nossa histórica autofagia?</p>
<p><strong>Curitiba teve (e ainda tem) publicações literárias importantes, como as já extintas Nicolau, Joaquim e Letras &amp; Artes, e as atuais Cândido, Helena, Rascunho, Relevo e Lama, para citar algumas. O que Jandique está trazendo de diferente?</strong><br />
<strong></strong>De cinco anos pra cá, quando comecei a escrever (com o desejo de ser escritor, e não mais por hobby), passei a conviver mais de perto com os escritores e com o universo das edições e das publicações e comecei a ver a grande dificuldade que os autores têm de publicar seus textos. A minha iniciativa com a Jandique é exatamente publicar os autores que não publicam e aproximá-los dos que já publicam, ou seja, não vai ter só iniciante na revista, quero que o iniciante possa sair numa revista ao lado do Karam, do Dalton, do Jamil, enfim, quero que essas distâncias diminuam um pouco. De todas as citadas por você, acho que o Relevo é o único que tem periodicidade fixa e conta com autores da região. Isso é outra coisa, também, a regionalidade. Nessa de conviver com a literatura eu me deparei com a falta de conhecimento das pessoas com relação aos nossos escritores. Por isso quis que fosse daqui, de Curitiba, da cidade autofágica. Uma revista feita pra mudar isso, pra unir o velho ao novo, pra trazer à tona todas as gerações. Se vai mudar não sei, mas o êxtase de ter realizado um projeto como esse já rolou. Agora é tocar o barco e remar cada vez mais rápido.</p>
<p><strong>Como e quando surgiu a ideia de criar esta revista? Quem está por trás dela?</strong><br />
Sempre quis ter uma revista. Desde piá eu pirava com isso. Ficava trancado no quarto escrevendo qualquer coisa e depois juntava meia dúzia de &#8220;ao maço&#8221; e metia um grampo no meio e tentava vender no bairro. Depois veio a minha amizade com o Fabz (Fabiano Vianna) e com o Daniel Gonçalves, e eles já tinham feito fanzines na faculdade. A gente escrevia sobre as mesmas coisas na época (uns quatro anos atrás): vampiros, zombies, drogas, detetives, enfim, a porra toda, e aí um dia o Fabz me mostrou a Lama e eu pirei. Queria ter uma de qualquer jeito. Então veio a Lodo, que era a filhote da Lama. Fizemos duas com textos nossos e foi demais. Então quis um projeto maior, com outras pessoas. Daí veio a Jandique.</p>
<p><strong>Jandique é um personagem lendário da cidade. Pode contar um pouquinho sobre ele e por que Jandique inspirou esta publicação?</strong><br />
Eu não conhecia essa figura até o Beto Bruel (iluminador de teatro) contar a estória de um contraregra do Teatro Guaíra, que tinha como sobrenome Jandique. Conheço só de nome. Mas as estórias eram tão engraçadas e o nome dele tão sonoro, que fiquei repetindo várias vezes Revista Jandique, Revista Jandique, Revista Jandique&#8230; porra, esse nome é bom pra caralho! Achei a sonoridade interessante e ali fechei comigo mesmo que em breve eu lançaria uma revista chamada Jandique. Ele era funcionário do teatro mais famoso da cidade, um cara da cidade, por que não botar o nome dele numa revista que se pretende DA CIDADE? Então, ficou. Tem mais coisa, mas não vai caber aqui. rsrs</p>
<p><strong>Nas redes sociais, o objetivo da revista Jandique está descrito como &#8220;encontrar, publicar e divulgar os artistas curitibanos&#8221;. Você acha que a cena local tem produzido bons frutos na literatura? O que destacaria de mais interessante acontecendo hoje, nesta área, em Curitiba?</strong><br />
Acho, não. Tenho certeza. Pra mim Curitiba está no auge da sua maturidade artística. A cidade está aprendendo a consumir seus artistas e, o que é mais importante, o artista está aprendendo a ser consumido. Todos estão perdendo o medo, tanto o artista de dizer que é artista e que sua obra é um produto da sua intelectualidade e que ela vende, ou seja, dá dinheiro, no sentido literal, quanto o curitibano, que está deixando de ser jacu e está se orgulhando dos seus produtos, dos seus artistas conterrâneos, das suas raízes. E veja, não estou falando de ser bairrista, mas sim, de coletividade. Acredito que foi na coletividade que o artista ganhou força pra chegar junto de seu público e ter orgulho da sua obra. E me refiro a &#8220;artista&#8221; porque isso está se dando em todas as frentes, não só na literatura. E é coisa dessa geração que está vindo. Essa nova geração dialoga melhor com todo mundo. Por exemplo, eu faço parte de um núcleo de dramaturgia que é o melhor exemplo disso. Ele existe há quatro anos, e no primeiro ano, havia pouco mais de 50 interessados para 20 vagas. E no começo houve muita briga de vários lados, seja por defesa de território, seja por afirmação do novo, mas não importa, o melhor de tudo é que deu certo e que, no ano passado, já havia quatro turmas de alunos, totalizando quase cem interessados. Isso é ducaralho! Diversas oficinas de encenadores, diretores e, no que toca o nosso ofício, de dramaturgos (porque sim, dramaturgia também é literatura). Veja na música com os festivais que rolam durante o ano, o cinema com seus avanços e prêmios nacionais e internacionais, a literatura com um jornal mensal que tem 40000 leitores (Rascunho)&#8230; enfim&#8230; não quero viajar demais, mas pra mim é isso: Curitiba está num momento muito profícuo da sua arte, e temos de aproveitar.</p>
<p><strong><a href="http://www.orelhadolivro.com.br/wp-content/uploads/2013/02/Convite-Lançamento-Jandique1.jpg"><img class="alignnone  wp-image-2936" title="Convite Lançamento Jandique" src="http://www.orelhadolivro.com.br/wp-content/uploads/2013/02/Convite-Lançamento-Jandique1.jpg" alt="" width="407" height="576" /></a></strong></p>
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		<title>Como ser legal*</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Feb 2013 13:20:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana Sanchez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Passeios Literários]]></category>

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		<description><![CDATA[Sempre gostei de listar as coisas que me movem e me comovem, e isso muito antes de ler Alta Fidelidade, de Nick Hornby – de quem, aliás, roubei descaradamente o título desta crônica. De modo que não escapei de fazer uma lista mental das minhas leituras memoráveis de 2012, e que inclui a coletânea de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.orelhadolivro.com.br/wp-content/uploads/2013/02/foras-da-lei.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2917" title="foras da lei" src="http://www.orelhadolivro.com.br/wp-content/uploads/2013/02/foras-da-lei-198x300.jpg" alt="" width="198" height="300" /></a></p>
<p>Sempre gostei de listar as coisas que me movem e me comovem, e isso muito antes de ler Alta Fidelidade, de Nick Hornby – de quem, aliás, roubei descaradamente o título desta crônica.</p>
<p>De modo que não escapei de fazer uma lista mental das minhas leituras memoráveis de 2012, e que inclui a coletânea de contos Foras da lei barulhentos. Descompromissada, leve e lúdica como devem ser as férias de janeiro, ela traz 11 histórias de alguns figurões das letras mundiais, como Neil Gaiman, Jonathan Safran Foer e o próprio Nick Hornby. Os críticos vêm classificando o volume como infanto-juvenil – de fato, os contos são ricos em aventura e fantasia –, embora sua atmosfera se aproxime mais dos filmes de um Wes Anderson, por exemplo. Ou seja: o livro pode encantar tanto a moçadinha mais jovem quanto os adultos, especialmente aqueles que se mantêm curiosos e livres de juízo sobre os mistérios do mundo.</p>
<p>Isso porque o estranhamento e o absurdo perpassam boa parte das histórias. Em uma delas, um menino encontra um telefone celular com o qual pode se comunicar com todos os cães das redondezas. Em outra, desvendamos o enigma do sexto distrito de Nova York, que se desconectou de Manhattan e hoje seus habitantes vivem ilhados. Tem ainda o caso surreal de Lars Farf, sujeito tão amoroso quanto temeroso que trancou sua família em cápsulas herméticas para protegê-la de qualquer perigo. Eis aqui a maior “lição” desta obra-prima: para se divertir e tirar algum proveito dos livros – e da vida em geral – é preciso enfrentar os perigos que nos cercam.</p>
<p>Mesmo sendo uma antologia infanto-juvenil cheia de inocência, ela está longe de ser boboca e infantilizada. Ao contrário: é uma obra inventiva e transgressora, a começar pelo título imenso: Foras da lei barulhentos, bolhas raivosas e algumas outras coisas que não são tão sinistras, quem sabe, dependendo de como você se sente quanto a lugares que somem, celulares extraviados, seres vindos do espaço, pais que desaparecem no Peru, um homem chamado Lars Farf e outra história que não conseguimos acabar, de modo que talvez você possa quebrar esse galho. O volume inclui ainda o conto inacabado sugerido no título (que o leitor é convocado a terminar e enviar à editora), além de uma seção de palavras cruzadas “tremendamente difíceis”, sem contar os desenhos que ilustram cada uma das aventuras.</p>
<p>Acima de tudo, este livro é um raro exemplo de como ser legal e, ao mesmo tempo, bem escrito. Suas férias não poderiam encontrar melhor companhia.</p>
<p><em>*Originalmente publicado na coluna Passeios Literários da revista Top View, edição #147.</em></p>
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		<title>Os territórios nada estreitos da nova literatura chilena</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Jan 2013 14:49:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana Sanchez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reportagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Único da América Latina a vencer duas vezes o prêmio Nobel, país de Neruda mantém uma produção literária múltipla e em constante renovação Mariana Sanchez, especial para a Gazeta do Povo Não foi apenas a fuligem do vulcão Copahue que cruzou os Andes recentemente. Em 2012, os (bons) ventos da nova literatura chilena também sopraram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.orelhadolivro.com.br/wp-content/uploads/2013/01/Ilustra-Osvalter.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2911" title="Ilustra Osvalter" src="http://www.orelhadolivro.com.br/wp-content/uploads/2013/01/Ilustra-Osvalter-300x161.jpg" alt="" width="300" height="161" /></a></p>
<p><strong>Único da América Latina a vencer duas vezes o prêmio Nobel, país de Neruda mantém uma produção literária múltipla e em constante renovação</strong></p>
<p><em>Mariana Sanchez, especial para a Gazeta do Povo</em></p>
<p>Não foi apenas a fuligem do vulcão Copahue que cruzou os Andes recentemente. Em 2012, os (bons) ventos da nova literatura chilena também sopraram por aqui, mostrando que a produção atual do país voltou a entrar em erupção. Enquanto cânones e best-sellers continuam aportando em solo nacional – não faltam nas livrarias obras de Pablo Neruda, Isabel Allende, António Skármeta e do “fenômeno cult” Roberto Bolaño –, os leitores brasileiros descobriram no ano passado dois narradores já consagrados por lá: Hernán Rivera Letelier, ganhador do prêmio Alfaguara de romance em 2010, e Alejandro Zambra, convidado da 10.ª Festa Literária de Paraty.</p>
<p>“O Chile é, sem dúvidas, um país com uma literatura variada, sólida, instigante e vigorosa. Pena que ainda nos falte conhecer muitos de seus autores, da mesma forma que eles também conhecem pouco da nossa literatura. É como se os Andes fossem uma barreira”, lamenta o tradutor Eric Nepomuceno, que verteu ao português A Contadora de Filmes, décimo terceiro romance de Letelier. Antes de conquistar o tradutor, porém, a obra já havia encantado o cineasta Walter Salles, que assina a orelha do livro e, segundo rumores, planeja adaptá-lo à telona.</p>
<p>Com uma obra marcada pela paisagem árida do Atacama, personagens fabulosos, uma narrativa algo épica e envolvente, Letelier é tido como o herdeiro direto da tradição fantástica no Chile, cujo nome mais emblemático foi José Denoso, autor de O Obsceno Pássaro da Noite. Bem diferente de seu conterrâneo Alejandro Zambra, que, pelo viés do minimalismo, opta por histórias íntimas de personagens urbanos, mirando nas relações amorosas e confrontando a nostalgia do passado com a melancolia do presente. A curtíssima novela Bonsai é um belo exemplo, assim como o romance La Vida Privada de los Árboles, que a editora Cosac Naify lançará aqui em abril deste ano. (<a href="http://www.gazetadopovo.com.br/cadernog/conteudo.phtml?id=1332897&amp;tit=Os-territorios-nada-estreitos-da-nova-literatura-chilena" target="_blank">Continue lendo</a>.)</p>
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		<title>Cezar Tridapalli faz leitura pública no Wonka Bar</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Dec 2012 13:36:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana Sanchez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Evento]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de um ano e meio de seu lançamento, o romance Pequena Biografia de Desejos, do curitibano Cezar Tridapalli, terá alguns de seus fragmentos lidos publicamente no palco do Wonka Bar, nesta terça-feira, 11/12. Amanhã também será lançado o booktrailer do livro, o que é sempre divertido, e o Cezar admitiu que, &#8220;se criar coragem&#8221;, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.orelhadolivro.com.br/wp-content/uploads/2012/12/pequena-biografia-capa1.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2904" title="pequena-biografia-capa" src="http://www.orelhadolivro.com.br/wp-content/uploads/2012/12/pequena-biografia-capa1-203x300.jpg" alt="" width="203" height="300" /></a></p>
<p>Depois de um ano e meio de seu lançamento, o romance <strong><em>Pequena Biografia de Desejos</em></strong>, do curitibano Cezar Tridapalli, terá alguns de seus fragmentos lidos publicamente no palco do <strong><a href="https://maps.google.com.br/maps?q=Wonka+bar+Curitiba&amp;hl=pt&amp;ie=UTF8&amp;sll=-25.495249%2C-49.288399&amp;sspn=0.480948%2C1.056747&amp;t=m&amp;hq=Wonka+bar&amp;hnear=Curitiba+-+Paran%C3%A1&amp;z=16" target="_blank">Wonka Bar</a></strong>, nesta <strong>terça-feira, 11/12</strong>. Amanhã também será lançado o <strong>booktrailer do livro</strong>, o que é sempre divertido, e o Cezar admitiu que, &#8220;se criar coragem&#8221;, ainda aproveitará para ler trechos do seu romance inédito, <em><strong>O Beijo de Schiller</strong></em>.</p>
<p>Segundo ele, a nova obra é narrada pelo escritor Emílio Meister, que, em meio a um insólito sequestro de que ele e sua mulher são vítimas, escreve um romance contando as agruras de Luka, um jovem arquiteto que passa por profundas crises afetivas. Alternando o foco narrativo entre a primeira e a terceira pessoa (Emílio e Luka, respectivamente), o romance ainda traz excertos escritos em segunda pessoa, e promove sutis encontros entre o que acontece na vida do escritor (morador da rua Schiller, em Curitiba) e o que vai parar nas páginas do livro que está escrevendo.</p>
<p>Gosto muito do livro anterior de Cezar, sobre o qual fiz alguns comentários <a href="http://www.orelhadolivro.com.br/2012/01/29/os-desejos-adormecidos-que-a-literatura-desperta/" target="_blank">aqui</a>. Agora, é esperar para ler o próximo, que promete.</p>
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