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mar

Trajeto literário

Enquanto muitas pessoas reclamam da falta de tempo para ler um livro, outras aproveitam o trajeto do ônibus para se dedicar à literatura

Publicado em 07/03/2010 | Mariana Sanchez, especial para a Gazeta do Povo - marianab@gazetadopovo.com.br

Deslocando-se em horário de pico, quando o trânsito está impossível, uma pessoa que vive no Capão Raso e trabalha no Santa Cândida, em Curitiba, passa pelo menos 3 horas e meia todos os dias dentro de um ônibus biarticulado. Considerando que levamos em torno de uma hora para ler 30 páginas de texto, esta pessoa terá devorado o gigantesco volume de Moby Dick em apenas uma semana com o simples hábito de ler no ônibus. É uma boa meta, levando-se em conta que o brasileiro lê uma média de 1,8 obra por ano. Leia mais.

Foto: Daniel Castellano

10
jan

Na semana passada o caderno Viver Bem, do jornal Gazeta do Povo, publicou uma reportagem minha sobre escritores independentes. Leia a seguir:

Foto: Priscila Forone/Gazeta do Povo

Edição do autor

Sem editora e nenhuma pretensão de se tornar best sellers, escritores publicam seus livros com total independência

Publicado em 02/01/2010 | Mariana Sanchez, especial para Gazeta do Povo.
marianab@gazetadopovo.com.br

Era preciso atravessar uma fila comprida para conseguir um autógrafo de Car­­los Boaretto na noite de lançamento do seu livro, Brasília Egípcia. Quem esteve lá, mal po­­dia imaginar que este engenheiro civil de 34 anos nem sonhava em ser escritor. Tudo mudou quando ele fazia mestrado na Europa e, percebendo que pouca gente sabia qual era a capital do Brasil, decidiu escrever um ro­­­mance sobre a cidade inaugurada em 1960 por Juscelino Kubits­­­chek. “Do início das pesquisas até a impressão do volume foram quatro anos de trabalho, porque eu só tinha tempo de escrever nas horas vagas do emprego e mestrado”, conta Carlos.
Ao publicar, portanto, entrou o fator pressa. Isso porque ele queria ver Brasília Egípcia nas li­­­vrarias antes de 2010, ano do cinquentenário da capital e dos cem anos do nascimento de Tan­­­credo Neves, personagem central do livro. “Quando entrei em contato com algumas editoras, descobri que o tempo de análise de um original até sua publicação seria de um ano, ou mais. Se eu fosse por este caminho, acabaria lançando bem depois do pretendido”, diz. A saída foi imprimir Brasília Egípcia de forma independente e garantir o lançamento dentro do prazo.
Esta é uma opção cada vez mais comum entre os escritores iniciantes, que encontram dificuldade em entrar no catálogo de uma grande editora. (Continue lendo.)

Foto: Priscila Forone/Gazeta do Povo