13
set

O jornalista, escritor e tradutor Eric Nepomuceno (que agora é meu professor na pós-graduação) está por trás de Sangue Latino, um dos melhores programas da televisão brasileira, exibido toda terça-feira às 21h no Canal Brasil. São conversas informais em preto-e-branco com personalidades latinoamericanas da música, cinema e, sobretudo, da literatura, campo em que Nepomuceno mais fez amigos - o Gabo é só um deles. No vídeo acima ele entrevista Mempo Giardinelli, um dos escritores argentinos de que mais gosto, autor das novelas Luna caliente e Décimo inferno, para citar as mais conhecidas. Eduardo Galeano e Antonio Skármeta são outros escritores que já papearam com o tradutor em outros programas. Os trechos de suas entrevistas podem ser assistidos aqui.

13
mai

Ontem à tarde, Daniel Galera e Daniel Pellizzari participaram de um bate-papo ao vivo no estúdio da rádio UEL FM, de Londrina, conduzido por Rogério Cavalcante. Na conversa, os meninos passearam por temas como livro digital, mercado editorial independente, adaptações literárias, etc. Ouça aqui o programa na íntegra. Daqui a pouquinho, às 19h30, a dupla estará no Sesc da Esquina, em Curitiba, para mais uma mesa-redonda sobre Literatura Online, na programação do ciclo Autores & Ideias. Apareça por lá! (Nem está tão frio assim…)

11
mai

“A internet teve papel determinante no início da minha carreira como ferramenta de divulgação do meu trabalho e um meio para chegar ao público antes do livro. Ainda hoje, é importante nesse sentido. Mas seria errado dizer que a cibercultura teve papel decisivo no trabalho em si, ou seja, no estilo ou na forma da prosa que escrevo. As previsões de que a internet abriria o caminho para uma nova estética literária, mais afeita aos suportes eletrônicos, se mostraram infundadas, mas ela está revolucionando o modo como a literatura é produzida, distribuída, discutida e divulgada.”

Daniel Galera, autor de Cordilheira - romance vencedor do Prêmio Machado de Assis de 2009. Ao lado de Daniel Pellizzari, ele participa essa semana da primeira edição do Autores & Ideias, evento do Sesc Paraná que discute as relações entre literatura e ciberespaço. Veja a programação aí embaixo.

14
jun

Nós, leitores, naturalmente conhecemos algumas das histórias criadas por autores como Pedro Bandeira, Ruth Rocha, Tatiana Belinky, Ziraldo e tantos outros, que trilharam os caminhos da literatura Infanto-Juvenil. Agora, o Projeto Memórias da Literatura Infantil e Juvenil, criado pelo Museu da Pessoa, traz não as histórias criadas, mas aquelas vividas pelos escritores citados. É assim que conhecemos o avô de Ruth Rocha, as reuniões em torno da fogueira da infância de Ana Maria Machado e a primeira namoradinha de Pedro Bandeira. Para assistir a outros vídeos – “fragmentos de memória que, reunidos, compõem um mosaico vivo e dinâmico” -, clique aqui. A dica é da Paula Albuquerque, amante das histórias infantis e parceira constante do Orelha do Livro.

12
mai

Alguém já disse que o romance está para o longa-metragem como o conto está para o curta. Nesse caso, o microconto estaria mais para um vídeo do minuto. Samir Mesquita, autor que vem se destacando nesse gênero literário breve por excelência, concedeu ao Orelha do Livro a entrevista que reproduzo abaixo. Para conhecer mais sobre os projetos do escritor – que lançou de maneira independente os livros “Dois Palitos” e “18h30” –, entre aqui e divirta-se. A propósito, ao invés de vender seu novo livro, Samir está trocando a obra por outra que ainda não leu. Quer contribuir com a biblioteca do rapaz e ainda adquirir um exemplar de 18h30? Entre no site dele e veja como funciona (acabo de adquirir o meu em troca do ‘Leite Derramado’, do Chico) :D

Assumindo que menos é mais, na literatura tamanho é documento?
Em literatura erótica, talvez.

De onde vem seu interesse pelo relato curto?
Descobri o gênero microconto em uma oficina literária coordenada por Marcelino Freire. Comecei a escrever e não parei mais. Como na adolescência escrevia poesia e mais tarde fui trabalhar com publicidade, a síntese já era algo familiar para mim. Dois Palitos veio dessa experiência. E agora surgiu o 18:30.

No livro “Dois Palitos” todos os microcontos têm no máximo 50 letras. Essa limitação te liberta ou te aprisiona?
Na verdade me liberta, porque deixo que o resto da história o leitor complete na sua cabeça como bem queira. Enquanto isso eu vou tomar minha cervejinha.

Os textos de seu novo projeto, o 18:30, também respeitam esse formato?
Não, neste novo livro me preocupei apenas em dizer tudo que queria com o mínimo de palavras. Mesmo assim os textos não ultrapassam 80 letras.

Você pensa em se aventurar por outros gêneros que não o microconto?
Essa já é uma aventura em que me lancei. Meus novos projetos têm todos mais de 1000 letras, mas nenhum caminha para o formato de um livro tradicional.

Livro-objeto é sempre mais legal?
Não obrigatoriamente. Livro legal é aquele com o qual você se identifica. Se ele tem uma capa bonita ou feia, um projeto gráfico diferente ou não, isso pouco importa. Meus trabalhos acabam sendo livros-objetos porque é meu jeito de pensar.

Dá pra ser profundo com objetividade e concisão?
O que você me diz deste exemplo de Ernest Hemingway: “For sale: baby shoes, never worn.” (Vende-se: sapatos de bebê, nunca usados.)?

Hoje em dia, livros como Ulisses, de Joyce, a Montanha Mágica do Thomas Mann e a trilogia de Erico Veríssimo sobreviveriam?
2666 de Roberto Bolaño, um calhamaço de quase 1000 páginas foi best-seller nos EUA ano passado. Harry Poter e Senhor dos Anéis são talvez os maiores fenômenos editorias dos últimos tempos. Acho que a sobrevivência de um livro hoje em dia não está no seu tamanho, mas no que ele tem a falar para o leitor.

Qual a história mais longa que você já leu?
Acho que esta que citei acima, o livro 2666 de Roberto Bolaño que, além de ser um calhamaço, no final acaba conversando com outros livros dele.

E a mais curta?
Este nanoconto do Marcelino Freire, sem nenhuma letra:
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Quem são os expoentes do microconto?
O microconto mais famoso do mundo é do escritor guatemalteco Augusto Monterroso: “Quando acordou o dinossauro ainda estava lá.” No Brasil, quem começou e acredito ser o grande nome é o Dalton Trevisan.

Você acredita que ferramentas como twitter, MSN e mensagens de celular estão mudando a forma das pessoas se comunicarem?
Estou respondendo essa entrevista por email, mas poderia estar usando qualquer uma dessas ferramentas aí que você citou. Será que ainda posso ter alguma dúvida?

Tornar a literatura mais direta e objetiva é um traço dos escritores da novíssima geração?
Acho que os escritores apenas emprestam suas palavras para o que está ao seu redor. Não são apenas eles que estão adotando essa linguagem: a publicidade é assim, o jornalismo é cada vez mais, o cinema, a música, só para citar alguns exemplos.

Como você imagina a literatura do futuro?
Com vendas astronômicas, escritores milionários, e sendo assunto no dia a dia das pessoas. Já que imaginar não paga, gosto de sonhar alto.

Ping-pong minimalista de até 30 letras:

Idade: 27 anos
Cidade-natal: Curitiba
Ganha a vida como: Tendo idéias.
Uma realização: publicar meus livros.
Um sonho: conversar com o Leminski lá em cima.
Texto bom é texto….que fala contigo.
Personagem literário inesquecível: A Dama do Lotação, ainda cruzo com ela.
Um autor: Roberto Bolaño
Um livro: O estranho caso do cachorro morto [de Mark Haddon]
Literatura pra quê? Para reinventar a vida.

25
abr

 
icon for podpress  Como Me Tornei Estúpido [Matin Page] [1:30m]: Play Now | Play in Popup | Download

Esta pequena e deliciosa novela marca a estreia literária do francês Martin Page. Apesar do título é uma verdadeira ode à inteligência. Recomendadíssimo às mentes sempre críticas!

10
fev

Roberto Gomes é filósofo, escritor e diretor da Criar Edições.

 
icon for podpress  Entrevista com Roberto Gomes [Criar Edições] [1:57m]: Play Now | Play in Popup | Download