05
jan

“Não conheço nenhum intelectual brasileiro. Conheci só o Carlos Heitor Cony, lá em Cuiabá, quando recebi um prêmio do governador, e o Cony estava lá. No meio de uma porção de gente, e ele me viu e me chamou. Ele disse: “eu quero te falar só uma coisa, eu quero que você vá para a Academia Brasileira de Letras”. Eu disse: “de jeito nenhum, não gosto de chá!” Falei mesmo para ele: “Cony, eu não tenho espírito acadêmico, não sou obediente à língua portuguesa, eu gosto muito de corromper a língua, e então tá fora esse negócio da academia.”Eu seria um mal elemento lá, um chato. Não dá certo para mim, eu não tenho muita facilidade de conversar com intelectuais, sabe?”

Manoel de Barros em entrevista para Bosco Martins, João Carlos Gomes e José Santini, publicada na revista Caros Amigos.

Em tempo: A escritora portuguesa Inês Pedrosa, vencedora do prêmio Máxima de Literatura, afirmou em entrevista à Folha de S. Paulo que não vai adotar as novas regras do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa em seus livros. Segundo ela, o novo sistema ortográfico é “um acordo em desacordo”, além de “falso” e “pirata”. Leia mais aqui. E ainda: “Livros com antiga ortografia encalham nas livrarias”. Assista ao video.

24
dez

Há quase 20 anos, o suplemento literário do New York Times encomendou a Paul Auster uma história de natal. Mais tarde, esse conto (batizado “Conto de Natal de Auggie Wren“) faria parte do filme Cortina de Fumaça, de Wayne Wang, que você pode ver aí em cima. A música de fundo é You’re innocent when you dream, cantada por Tom Waits. O Orelha do Livro de amanhã é dedicado a este conto de Paul Auster, inédito no Brasil (exceto pela publicação na revista Arte e Letra Estórias do mês passado). Fique ligado na Lumen FM às 14h e 20h30 e um ótimo Natal pra você!