Começou nessa quarta-feira a Festa Literária Internacional de Paraty 2010 e, assim como no ano passado, estarei a pelo menos 700 km de distância do evento literário mais badalado do calendário brasileiro. Se você está na mesma situação que eu, não se desespere: tal como em 2009 haverá transmissão ao vivo das mesas pela internet, é só acessar aqui. Amanhã às 15h, por exemplo, você poderá conferir um bate-papo interessante sobre Fábulas Conteporâneas entre Reinaldo Moraes, Ronaldo Correia de Brito e Beatriz Bracher. Na sequência, Humberto Werneck conversa com aquela que é, talvez, a grande estrela da Flip 2010, a romancista chilena Isabel Allende. À noitinha, a discussão gira em torno do futuro do livro com dois especialistas em história da leitura e da mídia, Robert Darnton e Peter Burke. E ainda tem Robert Crumb, Wendy Guerra, Salman Rushdie, Ferreira Gullar, Benjamin Moser, Colum McCann (autor do elogiadíssimo Deixe o Grande Mundo Girar) e outros autores que você confere aqui na programação. Outra boa pedida para quem está longe é acompanhar a cobertura do Sérgio Rodrigues no Todoprosa. Ele escreveu um post essencial para os “flipeiros de primeira viagem“, onde relembra momentos antológicos da sua passagem pela festa em anos anteriores, como a cena do crítico de música clássica da New Yorker rebolando ao som de um ensandecido Sidney Magal. É por essas e outras que ir à Flip ainda vale a pena.




2 Responses to “Longe da Flip”
Mari, pior que não ir é receber a Newsletter da Festa atualizada a todo minuto. Num futuro bem próximo você acompanha mediando uma mesa, quem sabe?
Ah! E só pra constar, a Isabel Allende é peruana naturalizada chilena, mas o pessoal aqui não é muito fã dela! Rsrsrs… beijos!
Oi Nanda, tens toda razão. A Isabel é peruana, mas sua obra ficou tão marcada pela golpe militar chileno que é quase impossível lembrar que ela nasceu em Lima. Também estou sofrendo com as notícias do blog da Flip, triste esta distância, né?