A manhã dessa sexta-feira, 18 de junho, foi das mais tristes. Ao menos para os leitores e admiradores do primeiro escritor em língua portuguesa a vencer o Nobel de Literatura (até o António Lobo Antunes deve ter sentido a perda). No Twitter, que já foi criticado pelo autor de As intermitências da Morte por sua “tendência para o grunhido”, a hashtag #Saramago liderou o ranking mundial. Hoje, o caderno G Ideias publicou um especial sobre o mestre, que pode ser lido aqui.
Se conheço pouco a obra de Saramago, talvez seja porque o mergulho em suas alegorias profundamente crueis e humanas nos exija demais - e quase nunca queremos sangrar ao ler um livro, embora às vezes não haja outro jeito.
Na foto acima, clicada por Sebastião Salgado, um belo retrato do escritor português na terra em que vivia, Lanzarote, nas Ilhas Canárias.




One Response to “Saramago (1922-2010)”
pra mim saramago sempre viu o mundo sob um olhar criativo, suas alegorias expuseram de forma genial os defeitos que mantemos por baixo de uma fina camada de pele.
sua intimidade com as letras e seu desprezo por tudo que é limitante o fez escolher caminhos espinhosos.
ao criar caos, ele conseguiu expor as chagas da sociedade. um país que se desprende do continente, a morte que se recusa a matar, os cegos que se recusam a ver. é triste ver um dos maiores pensadores deixar este mundo.
foi criticado e admirado em proporções iguais. eu o admirei. =(