A edição de hoje do Orelha do Livro destaca a 1a Bienal do Livro de Curitiba, que começa nessa quinta-feira. Serão oito dias de programação e 328 atividades, que vão de oficinas a mesas-redondas, passando por seminários, palestras, sessões de autógrafos, de cinema e teatro. Entre os convidados estão Gilberto Noll, Carpinejar, Ruy Castro, Pedro Bandeira, Michel Laub, Rubem Alves, Raimundo Carrero, Clara Averbuck, Cristovão Tezza e muito mais.
As oficinas literárias gratuitas de conto e romance já estão esgotadas, mas as de poesia (com Antonio Carlos Secchin) e crônica (com Antonio Torres) ainda têm vagas, é só ligar para (41) 3340-4349. Todas as atrações da Bienal acontecem no Expo Unimed, que fica dentro do campus da Universidade Positivo.
Veja aqui a programacao_geral.




4 Responses to “Literatura a todo vapor”
Infelizmente não posso aproveitar o que me parece ser o melhor da feira. As palestras.
Mas pude ir no sábado dar uma conferida na ‘feira’. Admito que fiquei decepcionado. Muitos estandes com livros de seicho-no-ie, espíritas e cultura racional. Nada contra. Acho que toda manifestação de pensamento merece espeço na cultura escrita. Mas senti falta de estandes de grandes editoras, grandes livrarias. Grandes Sebos! A Estante Virtual está lá quase cumprindo tabela, sem uma seleção consciente de livros. A quantidade de livros de auto-ajuda é quase assustadora.
Senti que fui a um evento de livros para quem não gosta de ler. Talvez não haja problema e eu que sou chato. Mas não achar livros do Calvino, Garcia-Marquez e Paul Auster sempre me deixam preocupado em uma livraria.
Claro que não é motivo para não ir! É importante que tenhamos esses eventos e é melhor ter um ruim que não ter algum. Mas espero, sinceramente, que o próximo biênio seja saudável para os organizadores!
Oi Luiz, obrigada por sociabilizar sua opinião. Ainda não tive a chance de visitar a Bienal (vou na quarta, pra oficina do Raimundo Carrero), mas estive agorinha num evento literário e ouvi críticas semelhantes. Parece que os únicos a elogiarem o evento são mesmo os jornalistas da Gazeta do Povo, q tb são mediadores de algumas mesas :D
Em todo caso, se a feira não está “aquelas coisas”, pelo menos o time escalado pras mesas é excelente, não acha?
Complementando a discussão: estive na Bienal e gostei das mesas, do clima e da oficina de romance do Carrero, que é um escritor/professor excepcional. Os pontos fracos do evento foram mesmo os estandes da feira (nada de Cia das Letras, CosacNaify ou outras grandes, muito menos independentes como Arte e Letra e Não Editora, do RS). A distância do ExpoUnimed tb foi muito negativa, e foi mancada não oferecer Wi-fi pra galera…