Há exatos cem anos, no dia 15 de agosto de 1909, o escritor, repórter, intelectual e militar (numa época em que alguém podia ser militar e intelectual) Euclides da Cunha era assassinado pelo amante de sua mulher, Dilermando de Assis. Euclides ficou conhecido mundialmente por “Os Sertões”, um dos livros mais completos, épicos e volumosos já escritos sobre a cultura brasileira. Considerado um híbrido entre romance, poesia e estudo histórico-sociológico sobre a guerra de Canudos, “Os Sertões” foi publicado em 1902, e pode ser lido gratuitamente na íntegra em versão eletrônica, aqui.




3 Responses to “100 anos sem Euclides da Cunha”
Euclides da Cunha.
O primeiro e único interprete que o Brasil teve e ainda tem, porque muitas das suas idéias continuam por ai, nos seus escritos, nas suas frases, em fim, eu tudo que se refere ao orgulho de ser brasileiro.
As coisas que o Euclides da Cunha dizia naquela época, soam como se ele estivesse dizendo agora.
Impressiona-me essa indiferença, o descaso que se tem nesse País por tudo que deveria ser de interesse geral. Isso é muito pior do que qualquer rebelião armada. Porque essa indiferença é crime sem flagrante, delinqüência que ninguém vê, mas todo mundo sente.
Euclides da Cunha.
mari, será que podemos considerar “os sertões” como o primeiro livro de jornalismo literário do brasil? =]
com certeza, Vilmar! Foi o que comentei no programa que foi ao ar na sexta passada. Ele foi pioneiro, taí a diferença entre a superficialidade de um repórter e alguém que mergulha de verdade em uma história.
Abração!
p.s.: tente ouvir o programa dessa quinta-feira, será sobre o Taxitramas! Valeu a dica ;D