02
jun

O escritor gaúcho e membro da Academia Brasileira de Letras, Moacyr Scliar, foi o convidado do Paiol Literário dessa terça-feira de muito frio em Curitiba. O encontro, organizado pelo Jornal Rascunho, teve mediação do escritor e crítico José Castello, e trouxe à tona alguns temas caros à obra de Scliar, como a medicina, o idealismo político e a Bíblia como fonte de inspiração literária. Eis algumas frases que pincei durante os quase 90 minutos de conversa com Scliar - quem concorre ao Prêmio São Paulo de Literatura 2009 com Milton Hatoum e José Saramago.

“Tudo o que é humano pode servir de matéria-prima para a literatura”.

“A literatura não pode mudar o mundo, mas a minha geração achava que sim. Da mesma forma como acreditava a geração de Jorge Amado, Graciliano Ramos e Raquel de Queiroz. Em todo caso, se a literatura mudar pessoas, isso já é suficiente. E ela muda.”

“A morte de Ivan Ilitch, do Tolstoi, é uma verdadeira lição de vida, e a prova de que alguns livros de ficção podem ensinar mais do que qualquer manual de medicina.”

“O escritor é um sismógrafo, registra as vibrações que estão na sociedade”.