31
mai

Um dos melhores livros que li no ano passado! Aliás, depois de ficar 5 anos sem publicar, Haruki acaba de lançar “1Q84” (que em japonês pode ser lido como “1984″) seu mais novo romance, em dois tomos. Leia a notícia completa aqui. Mas antes, ouça o podcast do programa veiculado no dia 09 de janeiro.

 
icon for podpress  Minha Querida Sputnik [Haruki Murakami] [1:50m]: Play Now | Play in Popup | Download

29
mai

Semanas atrás a revista Época divulgou um projeto interessante para quem quer publicar livros sem ter que passar pelas mãos de uma editora. O Clube de Autores é um site que viabiliza a publicação de livros por demanda sem que o autor tenha qualquer custo. Basta descarregar a obra em pdf, escolher modelo de capa, definir quanto quer receber pela venda do livro e pronto, ele fará parte do catálogo do Clube de Autores. Aí, quem quiser comprá-lo entra no site, clica na capa, o pedido vai direto pra gráfica - que imprime um a um - e em seguida é despachado pro comprador, que o recebe em casa. Quando o autor acumular um montante mínimo de 300 reais, passa a receber os direitos autorais do livro. A princípio, a coisa me pareceu muito inteligente e sedutora para os novos autores. Mas o fato de qualquer pessoa poder subir seus livros na página, sem nenhuma curadoria editorial, pode desmerecer a qualidade das obras. Mas tudo ainda é muito novo, ainda é cedo pra fazer julgamentos. Espero que o Clube de Autores se mostre uma ferramenta bacana para democratizar bons livros sem que escritores e leitores sejam manipulados pelas grandes editoras do país.
Quer saber mais? Entre aqui.

28
mai

Alguém chegou a ler isso? Diablo Cody - sim, a premiada roteirista de Juno - escreve muito e seu livro é uma delícia. Ouça aqui o podcast do programa que foi ao ar em janeiro.

 
icon for podpress  Minha Vida de Stripper [Diablo Cody] [1:33m]: Play Now | Play in Popup | Download

19
mai

Morreu neste domingo, 17 de maio, o escritor uruguaio Mario Benedetti. Autor de mais de 80 obras, entre poesia, romance, conto e ensaio, Benedetti é um dos principais nomes da literatura uruguaia, ao lado de Juan Carlos Onetti e Felisberto Hernández, tendo recebido os prêmios José Martí em 2001 e Menéndez Pelayo em 2005.

Duas semanas atrás, sabendo que Mario havia sido internado por complicações de uma doença intestinal crônica, convidei a atriz Ludmila Nascarella para homenagear o poeta durante a festa de lançamento do Orelha do Livro, com a leitura de seu famoso poema ‘Señales’, no original. “Mírame pronto/ antes que en un descuido/ me vuelva otro”, diz um dos versos.

Antes de seu último internamento, Mario estava trabalhando em um novo livro de poesias, com o título provisório de “Biografia para encontrarme”. Para prestar mais uma homenagem ao autor de “A trégua”, incluo aqui a leitura do poema El Puente, na própria voz de Benedetti, retirado do disco “Inventário Dos”. Para ouvir, clique no podcast.

 
icon for podpress  El Puente, de Mario Benedetti [0:57m]: Play Now | Play in Popup | Download

13
mai

Meio em cima da hora, mas lá vai:
Amanhã, às 20h, o Café Parangolé (R. Benjamin Constant, 400) promove uma leitura de poemas e prosas de Joana Corona e Sabrina Lopes, com participação de Fabíola Werlang e Verónica Martins. A entrada é franca e estão todos convidados!

12
mai

Alguém já disse que o romance está para o longa-metragem como o conto está para o curta. Nesse caso, o microconto estaria mais para um vídeo do minuto. Samir Mesquita, autor que vem se destacando nesse gênero literário breve por excelência, concedeu ao Orelha do Livro a entrevista que reproduzo abaixo. Para conhecer mais sobre os projetos do escritor – que lançou de maneira independente os livros “Dois Palitos” e “18h30” –, entre aqui e divirta-se. A propósito, ao invés de vender seu novo livro, Samir está trocando a obra por outra que ainda não leu. Quer contribuir com a biblioteca do rapaz e ainda adquirir um exemplar de 18h30? Entre no site dele e veja como funciona (acabo de adquirir o meu em troca do ‘Leite Derramado’, do Chico) :D

Assumindo que menos é mais, na literatura tamanho é documento?
Em literatura erótica, talvez.

De onde vem seu interesse pelo relato curto?
Descobri o gênero microconto em uma oficina literária coordenada por Marcelino Freire. Comecei a escrever e não parei mais. Como na adolescência escrevia poesia e mais tarde fui trabalhar com publicidade, a síntese já era algo familiar para mim. Dois Palitos veio dessa experiência. E agora surgiu o 18:30.

No livro “Dois Palitos” todos os microcontos têm no máximo 50 letras. Essa limitação te liberta ou te aprisiona?
Na verdade me liberta, porque deixo que o resto da história o leitor complete na sua cabeça como bem queira. Enquanto isso eu vou tomar minha cervejinha.

Os textos de seu novo projeto, o 18:30, também respeitam esse formato?
Não, neste novo livro me preocupei apenas em dizer tudo que queria com o mínimo de palavras. Mesmo assim os textos não ultrapassam 80 letras.

Você pensa em se aventurar por outros gêneros que não o microconto?
Essa já é uma aventura em que me lancei. Meus novos projetos têm todos mais de 1000 letras, mas nenhum caminha para o formato de um livro tradicional.

Livro-objeto é sempre mais legal?
Não obrigatoriamente. Livro legal é aquele com o qual você se identifica. Se ele tem uma capa bonita ou feia, um projeto gráfico diferente ou não, isso pouco importa. Meus trabalhos acabam sendo livros-objetos porque é meu jeito de pensar.

Dá pra ser profundo com objetividade e concisão?
O que você me diz deste exemplo de Ernest Hemingway: “For sale: baby shoes, never worn.” (Vende-se: sapatos de bebê, nunca usados.)?

Hoje em dia, livros como Ulisses, de Joyce, a Montanha Mágica do Thomas Mann e a trilogia de Erico Veríssimo sobreviveriam?
2666 de Roberto Bolaño, um calhamaço de quase 1000 páginas foi best-seller nos EUA ano passado. Harry Poter e Senhor dos Anéis são talvez os maiores fenômenos editorias dos últimos tempos. Acho que a sobrevivência de um livro hoje em dia não está no seu tamanho, mas no que ele tem a falar para o leitor.

Qual a história mais longa que você já leu?
Acho que esta que citei acima, o livro 2666 de Roberto Bolaño que, além de ser um calhamaço, no final acaba conversando com outros livros dele.

E a mais curta?
Este nanoconto do Marcelino Freire, sem nenhuma letra:
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Quem são os expoentes do microconto?
O microconto mais famoso do mundo é do escritor guatemalteco Augusto Monterroso: “Quando acordou o dinossauro ainda estava lá.” No Brasil, quem começou e acredito ser o grande nome é o Dalton Trevisan.

Você acredita que ferramentas como twitter, MSN e mensagens de celular estão mudando a forma das pessoas se comunicarem?
Estou respondendo essa entrevista por email, mas poderia estar usando qualquer uma dessas ferramentas aí que você citou. Será que ainda posso ter alguma dúvida?

Tornar a literatura mais direta e objetiva é um traço dos escritores da novíssima geração?
Acho que os escritores apenas emprestam suas palavras para o que está ao seu redor. Não são apenas eles que estão adotando essa linguagem: a publicidade é assim, o jornalismo é cada vez mais, o cinema, a música, só para citar alguns exemplos.

Como você imagina a literatura do futuro?
Com vendas astronômicas, escritores milionários, e sendo assunto no dia a dia das pessoas. Já que imaginar não paga, gosto de sonhar alto.

Ping-pong minimalista de até 30 letras:

Idade: 27 anos
Cidade-natal: Curitiba
Ganha a vida como: Tendo idéias.
Uma realização: publicar meus livros.
Um sonho: conversar com o Leminski lá em cima.
Texto bom é texto….que fala contigo.
Personagem literário inesquecível: A Dama do Lotação, ainda cruzo com ela.
Um autor: Roberto Bolaño
Um livro: O estranho caso do cachorro morto [de Mark Haddon]
Literatura pra quê? Para reinventar a vida.

05
mai

Não será dessa vez que os visitantes da FLIP terão a chance de ver e ouvir Carlos Fuentes. O escritor mexicano – na verdade nascido no Panamá – acaba de cancelar sua participação na festa por conta de alguns exames médicos. Aos 80 anos, Carlos Fuentes é um dos autores mais importantes do chamado “boom” literário latino-americano, tendo recebido em 1987 o Prêmio Miguel de Cervantes. E por falar no gigante espanhol, foi em homenagem a ele que Fuentes criou a expressão “Território de La Mancha” para designar o espaço cultural que aproxima os falantes do idioma hispânico no mundo. Vamos ver se em 2010 ele finalmente irá aceitar o insistente convite da organização da Festa Literária de Paraty, que desde 2007 espera trazer o autor de “A morte de Artemio Cruz” para a cidade histórica.

03
mai

 
icon for podpress  Alma de Gato [Flávio Moreira da Costa] [1:44m]: Play Now | Play in Popup | Download

Depois de ouvir o podcast, aproveite para ler mais sobre Flávio Moreira da Costa aqui. O autor foi um dos convidados da temporada 2007 do Paiol Literário, projeto realizado pelo jornal Rascunho em parceira com o Sesi Paraná e a Fundação
Cultural de Curitiba.