Mais de 46 mil livros viraram cinzas no Instituto Autônomo de Bibliotecas do estado de Miranda, o segundo mais populoso da Venezuela. Segundo Miriam Hermoso, presidente da instituição, os livros foram destruídos pela anterior gestão regional por “motivos ideológicos”. Ela afirmou que as obras estavam relacionadas com o que consideram “o império norte-americano”, citando como exemplo “histórias infantis onde há neve”. De acordo com Hermoso, a gestão anterior deu mais importância à literatura revolucionária e seu principal objetivo era a formação ideológica”.
Em artigo para o jornal venezuelano El Universal, Beatriz W. De Rittigstein lembra a frase do poeta alemão Heinrich Hein, de 1821: “Aí onde se queimam livros, também acabam queimando seres humanos.”
Cena do filme Farenheit 451, de François Truffaut, baseado no livro homônio de Ray Bradbury.




4 Responses to “Livros queimados na Venezuela”
como pode né? 1984, brave new world e farenheit 451 são tão visionários! sem falar de blade runner, que pra mim é o supra-sumo pós-moderno.
Todos grandes livros! Ainda quero escrever uma edição do programa especialmente sobre a distopia na literatura. Adoro esse tema. Abraços!
o que é mais incrível é ver atual aquilo que os autores pintaram com as cores mais fortes, com mais exagero. queima de livros em 2009? o pior é que é aqui do lado!
“Aí onde se queimam livros, também acabam queimando seres humanos.” bilhante frase! afinal, q sao livros senaum parte da historia da humanidade? msm na ficção vemos refletidos nossos costumes, ideias, preconceitos, etc! Abraço!