dez
dez
dez
(note a locutora empolgada com o escritor portenho, pronunciando “Jules Verne” no sotaque argentino!)
dez
dez
01/12, segunda-feira
Quem não pôde acompanhar o Orelha do Livro no rádio agora não tem mais desculpas: toda semana os podcasts dos programas serão postados aqui, com a respectiva data de veiculação. É só clicar no player e aumentar o som.
dez
Não dá pra negar, Pé na Estrada é um dos livros que mais influenciaram a juventude e as vanguardas do século vinte, do rock ao punk, passando pelos hippies cabeludos do primeiro Woodstock. Se você faz parte da legião de fãs desse livro de Jack Kerouac, pode vibrar com a notícia: chega hoje às livrarias brasileiras “On the Road – O manuscrito original”, contendo a primeira versão, crua e sem cortes, do clássico de Kerouac. Escrito compulsivamente – e sob o efeito de benzedrina – em 1951 durante 3 semanas, sem pontuação ou divisão de parágrafos, o romance teve seu conteúdo editado, modificado e “amenizado”, especialmente as passagens mais “selvagens e sexualmente explícitas”, segundo Howard Cunnel, responsável pela edição americana do livro original. Na edição brasileira, lançada pela LP&M, constam ainda ensaios de Cunnel e outros especialistas da obra de Kerouac.
Ainda sobre o mestre-beat: um jornalista canadense descobriu recentemente um romance inédito de Kerouac, sugestivamente intitulado “No Caminho” e escrito em francês. Pra quem não sabe, Kerouac era filho de pais canadenses, do Quebec, e até os seis anos de idade só falava francês. Antes de “No Caminho”, ele já havia escrito um livro de contos em francês, chamado “A Noite É Minha Mulher”, e dizem até que as dez páginas iniciais de “Pé na estrada” foram escritas no idioma de Honoré de Balzac. Segundo o jornalista responsável pelo achado, os dois livros têm vários pontos em comum. As histórias são diferentes, mas a estrada continua lá, e os personagens são quase os mesmos, só que com idades diferentes. O único problema é que ainda não há previsão de lançamento do livro no Brasil. Mas quando isso acontecer, pode ter certeza, o jornalista Eduardo Bueno e fãzaço do Kerouac vai avisar a gente com todo o prazer.
dez
Quem já visitou Buenos Aires sabe que a Av. Corrientes é o paraíso dos livros. São dezenas de quadras extensas com livrarias e sebos espalhados em ambos os lados da rua, oferecendo excelente literatura a bom preço. O lugar, portanto, era ideal para realizar a “Noche de las Librerías”, evento promovido pelo governo local que converteu a Corrientes em uma verdadeira sala de leitura nesta última quarta-feira, onde pessoas podiam escolher as poltronas mais confortáveis e ler seus volumes ao “ar livre”. Mesas redondas, leituras literárias, recitais e venda promocional de livros foram organizados na avenida, no trecho entre Callao e Talcahuano. “Os livros fazem parte da melhor tradição do pensamento portenho”, discursou o ministro da cultura Hernán Lombardi, afirmando orgulhoso que 80% dos livros vendidos na Argentina são editados na cidade. Agora fiquei imaginando como seria uma “Noite das livrarias” aqui no Brasil…
dez
No Orelha do Livro de ontem, falei sobre “A Volta ao Dia em Oitenta Mundos” e “Último Round”, duas obras um tanto obscuras de Julio Cortázar, escritas há mais de 40 anos e lançadas no Brasil há pouco mais de 3 meses – escrevi sobre elas aqui. Pois essa semana a Companhia Brasileira de Teatro traz de volta aos palcos curitibanos a peça “A Volta ao Dia”, inspirada não somente neste livro mas no universo cortazariano de maneira geral – incluindo uma leitura emocionante do capítulo sete, do Jogo da Amarelinha. A peça tem direção de Marcio Abreu e fica em cartaz no teatro José Maria Santos de 05 a 14 de dezembro.
Achei que vocês iriam gostar também de ver essa montagem com fotografias de Charlie Parker e Cortázar lendo trechos do conto “El Perseguidor”, inspirado no próprio jazzista, que toca ao fundo “Out of nowhere”. Música e literatura de altíssimo quilate
dez
Saiu hoje a lista dos vencedores do Prêmio São Paulo de Literatura 2008. E já não é nenhuma surpresa que “O Filho Eterno” de Cristóvão Tezza tenha sido escolhido o melhor livro do ano. De novo. Com este, o quase ex-professor de Português e Lingüística da UFPR leva pra casa mais R$ 200 mil – que, somados ao Jabuti, Portugal Telecom e APCA conquistados recentemente, deverão garantir alguma tranqüilidade para o escritor viver apenas de literatura, algo raro no Brasil. Já o prêmio de melhor autor estreante foi para Tatiana Levy, de 29 anos, pelo seu romance “A chave da casa”. Surpresos? Nem eu.








