07
mar

Trajeto literário

Enquanto muitas pessoas reclamam da falta de tempo para ler um livro, outras aproveitam o trajeto do ônibus para se dedicar à literatura

Publicado em 07/03/2010 | Mariana Sanchez, especial para a Gazeta do Povo - marianab@gazetadopovo.com.br

Deslocando-se em horário de pico, quando o trânsito está impossível, uma pessoa que vive no Capão Raso e trabalha no Santa Cândida, em Curitiba, passa pelo menos 3 horas e meia todos os dias dentro de um ônibus biarticulado. Considerando que levamos em torno de uma hora para ler 30 páginas de texto, esta pessoa terá devorado o gigantesco volume de Moby Dick em apenas uma semana com o simples hábito de ler no ônibus. É uma boa meta, levando-se em conta que o brasileiro lê uma média de 1,8 obra por ano. Leia mais.

Foto: Daniel Castellano

05
mar

Leitores interessados em se aprofundar na obra O Jogo das Contas de Vidro, de Hermann Hesse, podem se inscrever no Expedições pelo Mundo da Cultura, iniciativa do Sesi, pelo telefone 3363-7600 ou email triadeeditora@triadeeditora.com.br. O encontro acontece neste sábado (06/03) das 15h30 às 19h30, e é orientado pelo pesquisador José Monir Nasser.

28
fev

A coletânea Contos Fantásticos no Labirinto de Borges deve interessar os admiradores do escritor argentino, Jorge Luis Borges. Organizado por Bráulio Tavares, ele reúne contos dos mestres que mais influenciaram o autor de História Universal da Infâmia e amigo de Bioy Casares. Ouça o programa veiculado em fevereiro de 2010, na Lumen FM:

 
icon for podpress  Contos Fantásticos no Labirinto de Borges [Braulio Tavares] [1:42m]: Play Now | Play in Popup | Download

22
fev

No ano passado, meu vizinho me emprestou este livro em uma edição de 1975 da Nova Fronteira, com uma tradução esquisita e uma ilustração na capa de péssimo mal gosto. Agora, a Objetiva/Alfaguara relança o livro - um clássico, depois fui descobrir - com nova tradução e acabamento caprichado, à altura da obra de Mikhail Bulgákov. Ouça a seguir o programa veiculado na Lumen FM no comecinho de fevereiro.

 
icon for podpress  O Mestre e Margarida [Mikhail A. Bulgákov] [1:56m]: Play Now | Play in Popup | Download

18
fev

Programa veiculado no dia 01 de fevereiro, iniciando a temporada 2010 do Orelha do Livro. A exposição Poetas de América já saiu de cartaz, mas fica a dica de alguns autores a serem pesquisados, como Roque Dalton, Manuel Gutiérrez Najera, Juan Ramón Molina e outros. Ouça o podcast com depoimento exclusivo do jornalista Pedro Carrano:

 
icon for podpress  Mostra de Poetas de America na Biblioteca Pública [1:55m]: Play Now | Play in Popup | Download

16
fev

Ideias como esta provam que qualquer lugar é ideal para acomodar uma biblioteca – por menor que ela seja! Em Somerset, sul da Inglaterra, as tradicionais cabines de telefone estão se tornando artigos do passado (culpe os celulares) tanto quanto os livros de papel (culpe os e-readers). Unindo ambos, surgiu a Westbury Book Exchange, talvez a menor biblioteca do mundo. O espaço, comprado por apenas uma libra esterlina e adaptado para receber os volumes, convida as pessoas da comunidade a trocarem obras que já leram por outras, novas. Não é bacana?

Via Off Beat Earth

08
fev

Há não muito tempo atrás – oito anos, na verdade -, o lugar abrigava o maior presídio da América Latina. Agora, ao invés de oito mil presos, ele guarda 30 mil livros. A antiga Casa de Detenção do Carandiru é hoje a Biblioteca de São Paulo, novo centro cultural da zona norte paulista, inaugurado nesta segunda-feira. A Princesa Amnésia, que mora na capital, já havia me contado a novidade semanas atrás. Mas não vejo a hora de conhecê-la de pertinho.

Além do admirável acervo de livros físicos, revistas e jornais, a biblioteca tem computadores, audiobooks e, é claro, Kindles. São sete aparelhos, mas as obras contidas ali são quase infinitas. Leia mais na matéria do Estadão de hoje. A foto eu encontrei aqui.

06
fev

Olá, depois da exibição de reprises durante o mês de janeiro, o Orelha do Livro está de volta com programas inéditos, trazendo novidades para quem é fã do mundo literário. Se você também dá ouvidos à boa literatura, sintonize diariamente a rádio Lumen 99.5 FM, de Curitiba. O programa vai ao ar em duas edições, às 14h e 20h30. Aproveite e siga o Orelha do Livro no Twitter. Eu espero você!

24
jan

Graças à saborosa coluna do jornalista José Carlos Fernandes, ficamos conhecendo mais uma “bibliolouca”, nascida da criatividade e da paixão pelos livros de pessoas como o Alberto Melo Viana - quem, aliás, eu já conhecia pelo semanal Fotomail. Leia o texto, inspire-se e, por que não, invente você também uma biblioteca original.

Conceição e a chave do banheiro

Alberto Melo Viana – um dos decanos do fotojornalismo paranaense – montou uma biblioteca minúscula numa câmara de lixo desativada de seu prédio

Publicado em 08/01/2010 | jcfernandes@gazetadopovo.com.br

Sei não, mas acho que um dia alguém ainda vai escrever a História das Bibliotecas Improváveis. Os índices culturais no Brasil, sabe-se, não são de empinar o topete. Os espaços públicos destinados a livros, contudo, não param de se multiplicar, comprovando que podemos não figurar entre os melhores fregueses da Feira de Frankfurt, mas somos intrépidos criadores de endereços para leitura.

Coleciono tudo o que sai na imprensa a respeito e posso assegurar que daria até para bolar um city tour pelas bibliotecas nascidas da imaginação tupi, a exemplo do que realiza o canadense Jeremy Mercer, maluco beleza que não só visita, como pernoita em livrarias do mundo inteiro. Toda gente quer conhecer os buracos em que ele estende seu colchonete – pudera. (Continue lendo.)

20
jan

Não deverá ser este ano – mas possivelmente será nesta década – que eu me renderei ao livro digital. Pode chamar de apego ao papel, romantismo ou pão-durice, o fato é que levei anos construindo uma biblioteca bacana de livros físicos, repletos de grifos e rasuras nas mais variadas grafias, e não imagino estabelecer uma relação emocional tão próxima com este estranho objeto chamado Kindle.
Assim como a fotografia digital transformou a maneira como nos relacionamos com a imagem – antes impressa, no porta-retrato; hoje vagando em bits, perdida em pastas e CDs de dados jamais revisitados –, o livro digital também vai bagunçar um pouco nossos laços afetivos com os livros. Pode soar paradoxo, mas vejo os e-readers como estantes totalmente zoadas onde nunca achamos aquilo que mais queremos ler. Óbvio que não pela falta de organização, mas pela quantidade de itens que botamos ali e mal temos tempo de depurar. Banalização, em outras palavras – o que, aliás, deve ter acontecido com seus discos em formato MP3 :D
Mas estou sendo nostálgica, eu sei. Quem já usa o Kindle ou similar está convidado a postar aqui suas impressões. Por enquanto, compartilho com vocês uma notícia animadora para o mercado livreiro: A Amazon, que comercializa o famigerado aparelhinho, lançou hoje um programa em que autores e editoras receberão 70% dos ganhos obtidos na venda de suas obras para o Kindle. É legal, porque o valor repassado aos escritores não costuma ser maior do que 15%, mas vale lembrar que o plano é restrito a publicações que custam entre US$ 3 e US$ 10. A partir de junho deste ano saberemos se a novidade vai ou não prestar.
Por enquanto, sigo lendo livros de papel, que não precisam ser carregados na tomada. No máximo, esse tipo de “tecnologia” ainda será bem-vinda.

P.S.: O escritor Alex Castro acaba de se render ao Kindle e contou em detalhes a experiência, com direito a um longo FAQ, em seu blog Liberal, Libertário, Libertino. Vale a pena a leitura (agora que sei da possibilidade de sublinhar trechos e escrever anotações pelo Kindle, já passei a gostar mais do brinquedinho).